O varejo físico nacional registrou crescimento de 6,1% no número de visitantes em janeiro, comparado ao mesmo mês do ano anterior, segundo o Índice de Intenção de Compra no Varejo (IICV), estudo divulgado mensalmente pela Seed Digital.
O resultado representa uma inflexão em relação ao comportamento observado no último trimestre de 2025, período marcado por retrações consecutivas na dinâmica do varejo presencial.
Tradicionalmente, o período é marcado por trocas de produtos nas lojas físicas e por uma intensificação das ações promocionais, especialmente em segmentos que buscaram ajustar estoques após o baixo desempenho no fim de 2025. Esses movimentos tendem a aumentaram a atratividade dos pontos de venda e contribuíram para a elevação do fluxo presencial.
“Os resultados de janeiro indicam que o varejo físico inicia 2026 em um momento de recomposição operacional. Os próximos meses serão determinantes para avaliar a consistência dessa dinâmica ao longo do ano”, avalia Sidnei Raulino, CEO da Seed Digital.
A Região Sudeste apresentou a maior alta do país, com crescimento de 10,1%. O resultado reflete a retomada do fluxo de clientes nas lojas físicas e o aumento das ações promocionais após um desempenho negativo em dezembro de 2025, quando a região registrou retração de -11,1%.
Entre as demais regiões, o Centro-Oeste registrou alta de 6,8%, o Norte cresceu 4,3% e o Nordeste teve leve avanço de 0,7%. Já o Sul apresentou variação negativa de -1,4%. As lojas de rua apresentaram crescimento de 7,3% em janeiro, enquanto os estabelecimentos localizados em shopping centers registraram alta de 2,3%.
Promoções mais agressivas, combinadas com o consumo retraído de dezembro, favoreceram o varejo de rua, tradicionalmente mais sensível a preço. Já os shoppings apresentaram desempenho positivo, porém mais moderado, refletindo um uso mais associado ao lazer e à permanência.
A contagem regressiva para a reforma tributária já começou, e o varejo está no centro dessa mudança. Embora 2026 seja um ano de teste com alíquotas reduzidas, a partir de janeiro de 2027 haverá a extinção do PIS e da Cofins e o início do IVA.
Para o setor, o momento exige revisão de processos e enquadramento fiscal, além de tecnológico, especialmente para evitar que suas margens sejam corroídas pela falta de entendimento e ajustes em suas operações, trazendo erros na precificação e adequação operacional. O novo modelo permitirá a recuperação de créditos tributários em despesas como aluguel, energia, marketing e limpeza, desde que os fornecedores também estejam regulares e alinhado com a estratégia do varejista.









