Klabin reverte lucro e tem prejuízo de R$ 497 milhões no 1º trimestre

A Klabin (KLBN11), fabricante de papel para embalagens e celulose, reverteu o lucro do primeiro trimestre de 2025 para um prejuízo líquido de R$ 497 milhões no mesmo período de 2026. Um ano antes, a companhia havia registrado lucro de R$ 446 milhões — uma inversão de resultado que representa deterioração superior a R$ 900 milhões na comparação anual.

O Ebitda ajustado da companhia somou R$ 1,67 bilhão no trimestre, queda de 10% frente ao primeiro trimestre de 2025. A margem Ebitda recuou de 38% para 34% no mesmo período, sinalizando pressão sobre a rentabilidade operacional da empresa. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado: analistas consultados pela LSEG projetavam, em média, um Ebitda ajustado de R$ 1,75 bilhão.

A receita líquida totalizou R$ 4,95 bilhões, crescimento de 2% na comparação anual, mas também abaixo da estimativa consensual de R$ 5 bilhões. O desempenho da receita contrasta com a expansão do volume de vendas, que avançou 12% no período — indicando que o crescimento em quantidade não foi suficiente para compensar a pressão sobre preços e mix de produtos.

A combinação de volumes em alta com receita abaixo do esperado sugere que a Klabin enfrentou condições adversas de precificação no trimestre, possivelmente reflexo de um ambiente competitivo mais pressionado nos mercados de papel para embalagens e celulose. O setor tem sido impactado por oscilações na demanda global e pela volatilidade cambial, que afeta tanto os custos de produção quanto as receitas de exportação.

O resultado negativo no lucro líquido pode refletir, além da pressão operacional, o impacto de variações financeiras — como a marcação a mercado de instrumentos de dívida e os efeitos cambiais sobre o endividamento da companhia, que é parcialmente denominado em moeda estrangeira. A Klabin não detalhou, no resultado preliminar, os principais fatores que explicam a reversão do lucro para prejuízo.

O desempenho abaixo das expectativas em receita e Ebitda deve pressionar as ações da companhia e gerar revisões nas projeções dos analistas para os próximos trimestres. A Klabin segue como uma das maiores produtoras de embalagens de papel da América Latina, mas o resultado do primeiro trimestre evidencia os desafios de equilibrar crescimento de volume com sustentação de margens em um ambiente de custos elevados e demanda ainda irregular.

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