A proximidade do principal torneio mundial de futebol de 2026 deve impulsionar o consumo dentro de casa no Brasil, especialmente em categorias como bebidas e snacks, movimento que beneficia diretamente os mercados autônomos dentro de condomínios.
Levantamento do market4u, maior rede do segmento na América Latina, mostra que, na última edição do evento, as vendas cresceram mais de 11%, com alta de 5% nas transações e 6% no ticket médio, somando quase R$ 10 milhões. Para 2026, a expectativa é ainda mais forte: faturamento de R$ 42 milhões, com avanço de até 32% em relação a períodos sem grandes competições.
O cenário acompanha uma mudança consistente no comportamento do consumidor, que tem priorizado o consumo dentro do lar e soluções de conveniência próximas.
Segundo a Kantar, empresa líder mundial em dados, insights e consultoria, as ocasiões de consumo em casa cresceram 5,5% em 2025, tendência que se intensifica durante eventos esportivos, 57% dos brasileiros preferem assistir aos jogos em casa, enquanto apenas 22% optam por bares. Nesse contexto, bebidas alcoólicas e não alcoólicas, snacks e itens de conveniência lideram a demanda, fortalecendo os minimercados autônomos instalados em condomínios.
“O modelo de minimercado em condomínio consegue responder com mais agilidade a esses picos de consumo, principalmente pela proximidade com o cliente e pelo uso de dados para ajustar sortimento e abastecimento”, afirma Eduardo Córdova, CEO e cofundador do market4u. Segundo ele, eventos desse porte exigem maior previsibilidade e eficiência operacional, fatores que vêm colocando os mercados autônomos no centro da estratégia do varejo de proximidade.
Para atender à demanda, a rede já se prepara com reforço de estoque, ajustes no mix e ganhos de eficiência logística para evitar rupturas, um dos principais desafios do varejo em períodos de alta. O momento também abre espaço para expansão, atração de novos franqueados e avanço dos minimercados autônomos, com operações cada vez mais baseadas em tecnologia e autoatendimento.
A combinação entre conveniência, proximidade e operação digital reforça o papel desse formato no Brasil como uma das principais apostas do varejo para capturar o consumo imediato.
