MBRF (MBRF3) aprova cancelamento de 35,7 milhões de ações ordinárias

O Conselho de Administração da MBRF (MBRF3) aprovou, em reunião recente, o cancelamento de 35,7 milhões de ações ordinárias de emissão da própria companhia que estavam mantidas em tesouraria. A medida foi realizada sem que houvesse redução do valor nominal do capital social da empresa, uma prática comum para otimizar a estrutura de capital e aumentar a participação proporcional dos acionistas atuais.

Com a conclusão da operação e o consequente abate dos papéis, o capital social da MBRF passa a ser dividido em 1.401.916.108 ações ordinárias. O cancelamento de ações em tesouraria é frequentemente interpretado pelo mercado como um sinal de confiança da gestão no valor da companhia, uma vez que reduz o número de papéis em circulação e pode favorecer indicadores como o lucro por ação.

O cancelamento de ações mantidas em tesouraria pela MBRF (MBRF3) gera um impacto indireto, porém positivo, para o bolso do acionista. Quando uma empresa retira essas ações de circulação sem reduzir o capital social, ela promove o que o mercado chama de acréscimo na participação acionária.

Na prática, o lucro da companhia passa a ser dividido por um número menor de papéis. Como agora existem 35,7 milhões de ações a menos no mercado, cada ação remanescente passa a representar uma fatia proporcionalmente maior do bolo total.

Se a empresa decidir distribuir um montante fixo de dividendos, o valor recebido por cada ação individual (Dividend Per Share ou DPS) será maior do que seria antes do cancelamento.

Além disso, esse movimento costuma melhorar indicadores de rentabilidade, como o Lucro por Ação (LPA). Para o investidor, isso significa que, mesmo sem comprar novas ações, sua “fatia” nos lucros e nos direitos de voto da MBRF aumentou automaticamente. É uma forma de a empresa gerar valor aos seus acionistas utilizando recursos que ela já possuía em caixa (as ações em tesouraria).

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