O novo Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (9), revelou ajustes pontuais nas expectativas do mercado financeiro para os principais indicadores macroeconômicos brasileiros. O destaque da semana ficou para a revisão da Taxa Selic para 2026, que sofreu uma elevação, contrastando com o recuo na projeção do câmbio para o mesmo período.
De acordo com o documento, a estimativa para a taxa básica de juros (Selic) em 2026 subiu de 12,00% para 12,13% ao ano. Para os anos seguintes, o mercado optou pela manutenção das projeções: a taxa para 2027 permanece em 10,50% há mais de um ano (56 semanas), enquanto para 2028 e 2029 as apostas seguem em 10,00% e 9,50%, respectivamente, mantendo a estabilidade observada nos últimos meses.
No mercado de câmbio, as notícias foram de arrefecimento para o curto prazo. A projeção para o dólar em 2026 caiu para R$ 5,41, marcando a terceira redução semanal consecutiva. Entretanto, para o horizonte de 2027 a 2029, os analistas mantiveram a previsão unificada de R$ 5,50 por dólar, com períodos de estabilidade que variam entre uma e cinco semanas, a depender do ano de referência.
Quanto à inflação oficial, medida pelo IPCA, o mercado manteve a previsão para 2026 em 3,91% pela segunda semana seguida, mas elevou levemente a expectativa para 2027, que agora está em 3,80%.
As projeções de longo prazo para 2028 e 2029 permanecem ancoradas em 3,50%. Em relação ao IGP-M, houve uma alta marginal para 2026, atingindo 3,19%, e um avanço para 3,83% em 2028, enquanto as estimativas para 2027 e 2029 ficaram estáveis em 4,00% e 3,73%. Já os preços administrados, que compõem o IPCA, mantiveram-se sem alterações significativas, projetados em 3,67% para 2026 e 3,74% para 2027.
Por fim, as perspectivas para o Produto Interno Bruto (PIB) não apresentaram mudanças nesta rodada do relatório. A expectativa de crescimento da economia brasileira para 2026 foi mantida em 1,82%, e para 2027 segue em 1,80%. O otimismo moderado para o encerramento da década continua, com as projeções para 2028 e 2029 travadas em 2,00%, patamares que já duram 104 e 51 semanas, respectivamente.
