Mercado logístico da América Latina demonstra resiliência em 2025, aponta Cushman & Wakefield

Mercado logístico da América Latina demonstra resiliência no 2º semestre de 2025, aponta Cushman & Wakefield Divulgação

O mercado de galpões logísticos e industriais da América Latina demonstrou resiliência na segunda metade do ano de 2025, mesmo em um ambiente econômico mais cauteloso. Segundo o MarketBeat Industrial LATAM, divulgado pela Cushman & Wakefield, a região registrou demanda consistente, vacância baixa ou estável na maior parte dos mercados e preços firmes

O segundo semestre de 2025 fechou com taxa média de vacância de 5,7% nos principais mercados industriais da região, mostrando leve aumento de 6% em comparação com o final do ano anterior. Ao longo do período analisado, a vacância permaneceu majoritariamente baixa ou estável nas principais cidades da região, refletindo uma demanda ativa por novos espaços e um aumento gradual da oferta.

A absorção líquida regional alcançou 3,39 milhões de m², crescimento anual de 5,5%, com melhora significativa no segundo semestre. Nos principais mercados, a demanda foi impulsionada pelo consumo essencial, varejo, e-commerce e operações de last mile.

Os preços permaneceram estáveis em níveis elevados ou apresentaram tendências de alta, resultado de baixa taxa de vacância, demanda ativa por novos espaços e oferta limitada de propriedades bem localizadas. Cidade do México aparece como o mercado mais caro da região, com aluguéis próximos de USD 10,8/m²mês para espaços Classe A.

Cidade do México e São Paulo seguem como os dois maiores polos logísticos da América Latina, respondendo juntos por 72,5% do estoque total. Ambos os mercados registraram expansão do estoque, atividade locatária robusta e pipeline relevante, reforçando seu papel estratégico nas cadeias de suprimentos regionais.

O mercado logístico se consolidou como um setor defensivo e estrutural, sustentado pela necessidade contínua de abastecimento, distribuição e entregas de last mile, com um desempenho menos dependente do ciclo macroeconômico do que outros segmentos imobiliários. De modo geral, a vacância regional permaneceu alinhada com um mercado logístico saudável e resiliente, com diferenças explicadas pelo estágio do ciclo e pela qualidade da oferta”, afirma Dennys Andrade, Head de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield no Brasil.

São Paulo consolidou sua posição como o principal hub logístico da América do Sul, com 1,59 milhão de m² locados no ano, um dos maiores volumes da região. A taxa de vacância caiu para 6,9%, após ter superado 9% no início de 2025, enquanto o estoque cresceu 7,2% no período. O pipeline permanece robusto, com 817 mil m² em construção, refletindo confiança no mercado brasileiro.

O Rio de Janeiro, por sua vez, segue em processo de ajuste, com vacância de 14,3%, concentrada em ativos de especificação inferior. Ainda assim, empreendimentos novos e bem localizados continuam apresentando boa absorção.

Destaques do MarketBeat LATAM 2S 2025

A íntegra do relatório pode ser acessada em: https://www.cushmanwakefield.com/pt-br/brazil/insights/regional-marketbeats

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