Meta prepara novo lote de chips próprios para IA

Em um movimento estratégico para otimizar seus custos e aumentar a eficiência de seus data centers, a Meta Platforms revelou, nesta quarta-feira, um cronograma para o lançamento de quatro novos chips desenvolvidos internamente.

A iniciativa coloca a dona do Facebook e Instagram no mesmo patamar de gigantes como Alphabet e Microsoft, que buscam diminuir a dependência de fornecedores externos como Nvidia e AMD através de hardware customizado.

Os novos componentes fazem parte do programa Meta Training and Inference Accelerator (MTIA). O primeiro modelo da linha, o MTIA 300, já está em operação, sendo utilizado para aprimorar os sistemas de classificação e recomendação de conteúdo da empresa.

Segundo a Meta, o desenvolvimento de chips próprios permite criar projetos que consomem menos energia e oferecem uma melhor relação custo-benefício para as demandas específicas de processamento de dados da companhia.

A empresa planeja lançar os outros três chips em intervalos de seis meses, estendendo o roteiro até 2027. O foco imediato está no processo de inferência — a fase em que os modelos de IA respondem às solicitações dos usuários em tempo real.

Yee Jiun Song, vice-presidente de engenharia da Meta, destacou que a demanda por inferência está “explodindo”, o que justifica a rapidez na construção da infraestrutura. Apesar do sucesso nessa área, a empresa ainda enfrenta desafios para consolidar um chip voltado ao treinamento de IA generativa, o processo mais complexo de construção dos grandes modelos de linguagem.

A aceleração no desenvolvimento de hardware acompanha o plano de expansão global dos data centers da Meta, necessários para suportar não apenas a inteligência artificial, mas também o funcionamento contínuo de aplicativos como Instagram e Facebook. A magnitude dessa estratégia é refletida no orçamento da companhia: a Meta projeta um investimento de capital entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões apenas para este ano.

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