Ex-campeão do UFC quer transformar energético em negócio de R$ 10 milhões por mês

Rodrigo Nogueira, o Minotauro, quer levar a força da própria imagem no UFC para uma disputa cada vez mais acirrada no Brasil: o mercado de energéticos. Ao lado do irmão Rogério Nogueira, o Minotouro, o ex-campeão de MMA está relançando o Minotauro Energy Drink com aposta de R$ 2 milhões, produção própria em São Paulo e plano de expansão nacional.

A marca já fatura cerca de R$ 2 milhões por mês somando operações licenciadas. Com a entrada no mercado paulista e a expansão para Minas Gerais, a meta é chegar a R$ 10 milhões mensais. O avanço acontece em um setor que deixou de depender apenas do consumo em festas e passou a disputar espaço na rotina de treino, estudo e trabalho.

Minotauro Energy Drink mira São Paulo para ganhar escala

A nova fase da marca terá São Paulo como principal aposta. O estado concentra grande parte do consumo nacional e é considerado peça-chave para qualquer bebida que queira ganhar escala no país.

A produção paulista será feita em Leme, no interior, em uma fábrica que também atende outras marcas do setor. Já a distribuição ficará concentrada em Sorocaba, ponto estratégico para alcançar capital, litoral e interior.

Inicialmente, a expectativa é produzir 400 mil litros por mês em São Paulo, volume cerca de cinco vezes maior que o da operação fluminense atual.

Marca aposta em preço abaixo de R$ 10 no atacado

O preço será uma das principais armas da expansão. O plano é lançar o produto abaixo de R$ 10 no atacado, em uma tentativa de ganhar volume rapidamente.

Segundo Minotauro, a estratégia já funcionou no Rio de Janeiro, onde a marca chegou a vender 68 mil pacotes mensais de seis unidades de dois litros em atacarejos da região metropolitana entre 2015 e 2016.

“A gente aperta a margem ao extremo. Quero quantidade. Foi isso que funcionou no Rio”, afirmou Rodrigo Nogueira.

Fama no UFC virou ferramenta de venda

Além da operação industrial, o projeto usa a imagem de Minotauro como diferencial comercial. O ex-lutador participa pessoalmente de conversas com supermercados, atacadistas e distribuidores.

A presença física ajuda a abrir portas em negociações e ativações de ponto de venda.

“O Minotauro é uma marca viva. A marca fala, anda, tira foto e assina autógrafo”, disse Rodrigo.

Mercado de energéticos virou disputa nacional

O setor de energéticos passa por uma reorganização no Brasil. A bebida ganhou novos momentos de consumo e deixou de estar ligada apenas à noite.

Esse movimento abriu espaço para marcas nacionais crescerem com distribuição regional, preços competitivos e identidade própria. A Baly, por exemplo, encerrou 2025 na liderança do mercado brasileiro, à frente de grandes marcas internacionais.

Rodrigo acredita que o crescimento da categoria está ligado à busca por energia, performance e socialização, especialmente entre consumidores mais jovens.

O modelo do Minotauro Energy Drink mistura operação própria e licenciamento. No Sul, a produção é licenciada para a Água da Serra. Em Pernambuco, a operação é conduzida pela Rochedo, com planos de avanço para Maranhão e Norte do país.

São Paulo será diferente. A operação própria exige mais investimento em marketing, logística e distribuição, mas também dá maior controle sobre a expansão.

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