A naPorta, startup brasileira especializada em logística para territórios urbanos complexos, ultrapassou a marca de 7 milhões de entregas realizadas em cinco anos.
No período, a empresa ampliou sua capacidade operacional de 300 para 21 mil pacotes por dia e consolidou atuação em regiões periféricas e áreas historicamente pouco atendidas por grandes operadores logísticos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
Segundo dados internos da companhia, o índice de sinistro nas operações é de 0,002%, considerando o total de entregas realizadas.
Logística para regiões fora da rota tradicional
A naPorta foi criada com foco em atender locais onde grandes operadores costumam enfrentar restrições operacionais. A proposta é combinar inteligência logística, conhecimento territorial e soluções de endereçamento digital para viabilizar entregas em áreas de maior complexidade urbana.
A empresa começou em territórios menores, diante da resistência inicial do mercado, e passou a ganhar escala à medida que comprovou a viabilidade econômica dessas regiões.
“Existe uma demanda reprimida gigantesca nessas regiões. Ao estruturar a operação e entender as dinâmicas locais, conseguimos entregar nível de serviço e eficiência, além de abrir novas frentes de crescimento para o setor”, afirma Leonardo Medeiros, COO e cofundador da naPorta.
Rio e São Paulo puxam expansão
No Rio de Janeiro, a operação foi ampliada para bairros como Bangu, Campo Grande, Realengo, Paciência, Santa Cruz, Guaratiba, Sepetiba, Recreio dos Bandeirantes, Vargem Grande e Vargem Pequena.
A empresa também passou a atuar em regiões como Cosmos, Camorim, Cavalcanti, Benfica, São Cristóvão e Caju, além de expandir para municípios como São João de Meriti.
Em São Paulo, a naPorta avançou em regiões como Centro, Vila Clementino, Vila Prudente e Alphaville Empresarial até Presidente Altino. A operação também chegou a cidades como Osasco e Cotia.
Nessas localidades, a startup já oferece entregas no modelo same day delivery, com envio no mesmo dia.
Periferias viram mercado estratégico
A expansão da naPorta reforça uma mudança na forma como empresas de logística e comércio eletrônico olham para regiões periféricas.
Durante anos, esses territórios foram tratados como áreas de maior risco operacional ou menor prioridade de atendimento. Para a startup, o problema está menos na demanda e mais na falta de estrutura logística adaptada à realidade local.
“When olhamos para esses territórios com inteligência operacional, percebemos que não se trata de risco, mas de oportunidade. A logística nessas regiões não só é possível, como é escalável e sustentável”, afirma Medeiros.








