A Neoenergia (NEOE3) apresentou um desempenho financeiro sólido no primeiro trimestre de 2026, reportando um lucro líquido de R$ 1,28 bilhão. O montante representa um crescimento expressivo de 28% em comparação ao mesmo período do ano anterior, consolidando a trajetória de valorização da companhia no setor elétrico. De acordo com o balanço, o avanço foi sustentado por uma combinação de eficiência operacional e uma contribuição decisiva da equivalência patrimonial.
O Ebitda da companhia, indicador que mede o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, atingiu R$ 4,1 bilhões entre janeiro e março. O resultado configura uma alta de 10% na base de comparação anual, evidenciando a capacidade de geração de caixa da empresa mesmo em um cenário de custos elevados. A margem bruta também acompanhou a tendência positiva, somando R$ 5,0 bilhões, o que representa um incremento de 1% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
A performance da margem bruta ocorreu apesar do aumento de 13% nos custos com energia, fator que pressionou a rentabilidade da operação ao longo do período. No entanto, a Neoenergia conseguiu mitigar esse impacto por meio de ganhos operacionais específicos, como o avanço de 4% na margem bruta sem considerar o VNR. Esse ajuste permitiu que a empresa mantivesse a estabilidade financeira necessária para sustentar seus planos de expansão e manutenção da rede.
Um dos principais destaques positivos do relatório foi a reversão no quadro de equivalência patrimonial, que passou de um saldo negativo no ano anterior para uma contribuição positiva de R$ 379 milhões. Essa virada contábil foi fundamental para impulsionar o lucro líquido final, compensando as pressões inflacionárias sobre os insumos energéticos. O dado reforça a melhora na saúde financeira das participações e coligadas sob o guarda-chuva da holding.
Apesar dos recordes, o balanço também apontou pontos de atenção, como o crescimento de 7% nas despesas operacionais da companhia. Esse aumento reflete os desafios de gestão em um ambiente de custos crescentes e investimentos contínuos. Além disso, o resultado financeiro sofreu uma leve deterioração, com as despesas financeiras subindo 5% no período, o que atuou como um limitador para uma expansão ainda maior da última linha do balanço.
Em suma, a Neoenergia encerra o trimestre com uma estrutura de capital fortalecida e indicadores que agradaram ao mercado financeiro. A empresa segue focada na otimização de seus processos e na disciplina financeira para enfrentar as volatilidades do setor. O resultado reafirma a posição da companhia como um dos principais players do mercado de energia brasileiro, equilibrando o repasse de custos operacionais com o retorno consistente aos seus acionistas.









