A Microsoft (MSFT.O) anunciou, nesta segunda-feira (30), uma atualização estratégica para o Copilot que permite a operação simultânea de múltiplos modelos de inteligência artificial em um único fluxo de trabalho. A iniciativa introduz o recurso “Crítica”, que utiliza os modelos GPT, da OpenAI, e Claude, da Anthropic, de forma colaborativa: enquanto um gera a resposta, o outro revisa o conteúdo para garantir precisão e mitigar as chamadas “alucinações”.
Segundo Nicole Herskowitz, vice-presidente corporativa do Microsoft 365, a integração visa elevar a confiabilidade dos resultados entregues aos usuários, permitindo que a IA atue como seu próprio revisor de qualidade.
Além da ferramenta de crítica bidirecional, a gigante da tecnologia lançou o recurso “Council”, que possibilita a comparação lado a lado de respostas geradas por diferentes fornecedores, e expandiu a disponibilidade do Copilot Cowork para membros do programa de acesso antecipado ‘Frontier’.
Apesar do avanço tecnológico e da leve alta de 1% nas ações nesta segunda-feira, a Microsoft enfrenta um cenário desafiador no mercado de capitais. O papel da companhia caminha para registrar seu pior desempenho trimestral desde a crise financeira de 2008, com uma queda acumulada de quase 25%.
O movimento reflete um arrefecimento do entusiasmo dos investidores com o setor de IA e a pressão de concorrentes diretos, como o Google (Gemini) e a própria Anthropic.
A aposta em agentes autônomos e fluxos multimodais é vista como a resposta da Microsoft para converter o potencial técnico da IA em produtividade real e adoção em massa, tentando estancar a desvalorização de mercado e reafirmar sua liderança no setor.









