O Nubank fechou um acordo para comprar o Banco Porto Real de Investimentos, instituição financeira fundada em 1992 e voltada à concessão de crédito para clientes de atacado. O valor da transação não foi divulgado.
A conclusão do negócio depende da aprovação do Banco Central. Após o aval, a licença bancária do Banco Porto Real será incorporada ao conglomerado da Nu Pagamentos.
O movimento permite que o Nubank se adapte às novas regras sobre a forma como instituições financeiras podem se apresentar ao público. A operação não deve provocar mudanças no aplicativo, nos produtos, nos serviços ou na marca utilizada pela fintech.
“O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala”, afirma David Vélez, fundador e CEO global do Nubank.
Segundo o executivo, o país continua sendo o principal mercado do grupo e ainda oferece espaço para ampliar a participação da empresa no sistema financeiro.
Aquisição amplia licenças do Nubank
Além da autorização bancária que será incorporada com a transação, o Nubank já opera no Brasil com licenças de instituição de pagamento, sociedade de crédito, financiamento e investimento, conhecida como financeira, e corretora de títulos e valores mobiliários.
A compra do Banco Porto Real está relacionada à Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional. A norma regulamenta a nomenclatura utilizada pelas instituições financeiras na comunicação com o público.
O Nubank havia anunciado no fim de 2025 que buscaria uma licença bancária em 2026. A autorização poderia ser obtida por um pedido direto ao Banco Central ou pela aquisição de uma instituição que já possuísse a licença.
Com a operação, a empresa optou pela segunda alternativa.
De acordo com o Nubank, a nova autorização não cria exigências adicionais de capital ou liquidez para o conglomerado. As obrigações assumidas pelo Banco Porto Real também serão cumpridas conforme as condições previstas no contrato.
Operação não muda serviços dos clientes
A fintech afirma que a aquisição não terá impacto na experiência dos aproximadamente 115 milhões de clientes atendidos no Brasil.
O aplicativo, os cartões, as contas, os produtos financeiros e o nome Nubank serão mantidos.
“Nosso DNA de inovação segue intacto e continuamos comprometidos em aprofundar nossa relação com cada cliente, oferecendo mais soluções com a mesma simplicidade que sempre nos definiu”, afirma Livia Chanes, CEO do Nubank no Brasil e na América Latina.
