• Cadastre-se
  • Colunistas
  • Contato
  • Home
  • Política de privacidade
terça-feira, 23 junho, 2026
Business Moment
  • Assine nossa newsletter
  • Login
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Economia
  • Empresas
  • Carreira
  • Startups
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Agronegócio
  • Economia
  • Empresas
  • Carreira
  • Startups
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Agronegócio
Sem resultados
Ver todos resultados
Business Moment
Sem resultados
Ver todos resultados
Home Carreira

O QUE SIGNIFICA: “ AQUI É DIFERENTE”.

Hyung Mo Sung por Hyung Mo Sung
05/05/2026
em Carreira, Colunas
A A

LEIA TAMBÉM

IA aumenta a pressão sobre a Geração Z no trabalho

Grupo Vellore investe em formação profissional para enfrentar escassez de mão de obra na construção civil

Uma expressão bastante recorrente nos momentos em que o “status quo” passa por algum tipo de questionamento é: “aqui é diferente” ou a sua variante “na nossa empresa a situação é outra”.

O que chama a atenção na maioria dos casos, é que essas respostas são automáticas, como se as análises viessem por “default”, sem qualquer exame mais profundo da proposta, rejeitando-a de modo mecânico.

Ao longo de seu trabalho, Freud desenvolveu um conceito que ficou conhecido como “mecanismos de defesa”. São processos psicológicos automáticos e inconscientes na sua maioria, que desenvolvemos para lidar com ansiedades provocadas por conflitos internos ou ameaças externas, entre outros, com os quais o consciente não sabe como lidar.

Um desses mecanismos muito frequentes, seja na vida pessoal ou no mundo corporativo, é o da negação. Diante de um questionamento ou proposta de mudança, instintivamente a resposta mais comum é a da negação, respondendo que “aqui é diferente” ou “o meu caso é diferente”, colocando-se como um caso único que difere de todos os demais.

O que se procura ocultar é o medo. Por trás dessa negação se esconde a insegurança de que suas fragilidades sejam expostas, receio das implicações que as mudanças podem ocasionar, daí a resistência em analisar e aceitar o novo.

Mas a negação não vem sozinha. Ela vem acompanhada, em geral, por outros mecanismos de defesa, como a racionalização e a intelectualização.

A racionalização, como mecanismo de defesa, é semelhante ao viés de confirmação exposto por Daniel Kahneman, como uma busca enviesada por argumentos lógicos que sustentem a sua afirmação inicial.

A intelectualização trabalha em apresentar o conflito em termos teóricos, com discursos do tipo: “pessoalmente, não tenho nada contra, são os dados que me mostram uma outra situação”. A pessoa procura mascarar sua real posição atribuindo-a a fatos, procurando tornar seu posicionamento impessoal.

Os riscos inerentes ao processo de negação, ainda mais nos dias de hoje com tantas mudanças frenéticas, são fáceis de imaginar. É o que costumamos chamar de “enterrar a cabeça na areia”.

A resistência, além da perda de tempo, nunca é totalmente eliminada. Uma vez aparentemente superadas, as análises e discussões serão permeadas por uma tentativa inconsciente, ou não, de fazer prevalecer a sua posição inicial.

Uma outra situação que provoca desgastes e perda de tempo é a de lidarmos com pessoas arrogantes e soberbas. Trata-se do mecanismo de defesa denominada “formação reativa”. Com o intuito de ocultar um sentimento de inferioridade ou insegurança, a pessoa, inconscientemente, projeta uma imagem diametralmente oposta à sua real natureza, vestindo uma máscara de superioridade para impedir que outros percebam a sua fragilidade. É a busca por uma superioridade compensatória e quanto mais inflado fica o seu ego, mais sensível fica a qualquer crítica, reagindo com agressividade e ironia.

Alguns sinais exteriores ajudam a identificar um soberbo: ele necessita de um palco, validação permanente diferentemente de uma pessoa verdadeiramente confiante que não a requer de modo constante, pois tem ciência do seu valor, independentemente dos outros.

São extremamente sensíveis a críticas, encarando-as como um ataque à sua auto imagem construída de perfeição. A ostentação dessa máscara o impede de pedir ajuda, encarando-a como um sinal de fraqueza ou derrota.  

Todos esses artifícios têm por objetivo ocultar aquilo que são as verdadeiras causas, o medo e a insegurança com os quais o seu consciente não consegue lidar, e inconscientemente, busca refúgio nos mecanismos de defesa para preservar a sua auto imagem construída.

A busca por auto conhecimento, através de ajuda qualificada de um profissional, o ajudará a entender em quais armadilhas estamos presos e como podemos proceder. Mas quanto a lidar com o outro que vive preso a essas armaduras, saiba que o problema não é você, é ele. Não se culpe e muito menos, se sinta responsável, pois você só consegue ajudar quem quer ser ajudado.

Tags: Carreira
Anterior

Vendas externas de carne bovina do Brasil devem recuar 10% em 2026, aponta Abiec

Próximo

Setor privado dos EUA cria 109 mil vagas em abril, acima do esperado

Hyung Mo Sung

Hyung Mo Sung

Psicanalista & Advisor Longa vivência no mundo corporativo com Mestrado em Economia pela USP E-mail: [email protected]

Leia também

IA aumenta a pressão sobre a Geração Z no trabalho
Carreira

IA aumenta a pressão sobre a Geração Z no trabalho

por João Pedro Camargo Corenciuc

Nascida em meio à revolução tecnológica, a Geração Z ingressa no mercado de trabalho justamente quando a inteligência artificial ganha...

Leia maisDetails
Grupo Vellore investe em formação profissional para enfrentar escassez de mão de obra na construção civil

Grupo Vellore investe em formação profissional para enfrentar escassez de mão de obra na construção civil

Empresas que viram escolas ganham escala e criam novos mercados, diz especialista

Empresas que viram escolas ganham escala e criam novos mercados, diz especialista

Escola da Nuvem promove evento que integra estudantes de tecnologia com o mercado de trabalho

Escola da Nuvem promove evento que integra estudantes de tecnologia com o mercado de trabalho

Selecty lança bot com IA para acelerar processos de recrutamento

Selecty lança bot com IA para acelerar processos de recrutamento

O CHEFE QUE NÃO SABIA DE NADA!

O CHEFE QUE NÃO SABIA DE NADA!

Próximo
Setor privado dos EUA cria 42 mil empregos em outubro

Setor privado dos EUA cria 109 mil vagas em abril, acima do esperado

GPA informa renúncia de Fréderic Garcia ao cargo de Diretor de Negócios

Pão de Açúcar negocia com credores e ajusta passivo de R$ 4,57 bilhões

Klabin registra lucro de R$ 585 milhões no 2T25 e distribui R$ 306 milhões em dividendos

Klabin reverte lucro e tem prejuízo de R$ 497 milhões no 1º trimestre

Business Moment

© 2025 Business Moment.

  • Colunistas
  • Contato
  • Mapa do Site
  • Política de Privacidade
  • Colunistas
  • Contato
  • Mapa do Site
  • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Principal
  • Agronegócio
  • Carreira
  • Liderança Inspiradora
  • Economia
  • Empresas
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Startups
  • Fale Conosco

© 2023 Business Moment.

Bem-vindo!

Acesse sua conta

Esqueceu a senha?

Recuperar senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Principal
  • Agronegócio
  • Carreira
  • Liderança Inspiradora
  • Economia
  • Empresas
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Startups
  • Fale Conosco

© 2023 Business Moment.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nosso Política de Privacidade.