Petróleo cai após três dias de alta, com mercado atento a Trump e Xi

Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quarta-feira (13), interrompendo uma sequência de três sessões de alta. O mercado reagiu a relatórios sobre oferta e demanda global, dados econômicos dos Estados Unidos e à expectativa pela reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim.

O WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange, recuou 1,13%, a US$ 101,02 por barril. Já o Brent para julho, referência global negociada em Londres, caiu 1,98%, a US$ 105,63 por barril.

Relatórios globais pressionam a commodity

A baixa ocorreu em meio à divulgação de novas projeções para o mercado de energia. A Opep reduziu em 200 mil barris por dia sua estimativa para o crescimento da demanda global por petróleo em 2026.

A Agência Internacional de Energia (AIE) também revisou seus números e passou a prever queda de 420 mil barris por dia na demanda global neste ano. Antes, a estimativa era de recuo de 80 mil barris por dia.

Apesar da queda, o mercado segue volátil. Analistas ainda monitoram os efeitos da guerra do Irã e os riscos ao fornecimento global, especialmente no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte de petróleo.

Estoques dos EUA e reunião na China

Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo caíram 4,306 milhões de barris na última semana, baixa acima do esperado por analistas. O dado ajudou a limitar parte da pressão negativa sobre os preços.

Investidores também acompanham a chegada de Trump à China para reunião com Xi Jinping. Qualquer sinal sobre comércio, energia ou tensões geopolíticas pode influenciar o apetite por risco e o comportamento das commodities nos próximos dias.

Mesmo com a queda desta quarta-feira, o petróleo segue em patamar elevado. Desde 27 de fevereiro, o WTI acumula alta de 50,73%, enquanto o Brent sobe 45,74% no mesmo período.

Sair da versão mobile