As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a pressionar o mercado de energia nesta terça-feira (7), após novas ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra o Irã. O ultimato da Casa Branca exige a reabertura imediata do Estreito de Ormuz até as 21h de hoje, sob pena de ataques militares a infraestruturas estratégicas iranianas, como pontes e usinas de energia.
O reflexo no setor financeiro foi imediato: por volta das 11h, o petróleo WTI registrava forte alta de 3,38%, cotado a US$ 116,21 o barril. O Brent, referência global com vencimento em junho, acompanhava a tendência com avanço de 0,90%, negociado a US$ 110,76. A retórica agressiva de Trump, que chegou a mencionar em redes sociais o risco de destruição severa da região, elevou o prêmio de risco da commodity, apesar de o próprio presidente sinalizar que negociações reais estariam em curso.

Nos bastidores diplomáticos, Washington e Teerã tentam costurar um acordo para encerrar cinco semanas de hostilidades. Segundo informações da Reuters, o governo iraniano resiste à exigência de liberação imediata da via marítima e apresentou uma contraproposta de 10 pontos ao portal Axios.
Entre as demandas de Teerã estão o fim definitivo das sanções econômicas, auxílio financeiro para reconstrução e novos protocolos de segurança no Golfo. Embora Trump tenha classificado a proposta como “significativa”, ele ressaltou que o texto ainda não é suficiente para um consenso.
A situação no Estreito de Ormuz, passagem vital para o escoamento do petróleo mundial, segue crítica. Apesar de um leve aumento na movimentação — com oito petroleiros transitando na última segunda-feira —, o fluxo está longe da normalidade. Relatórios da Citrini Research indicam que a tensão no local é superior à percebida pelo mercado, destacando que muitas embarcações operam sem transponders para evitar sanções, o que camufla o real volume de tráfego e intensifica o estado de alerta global.









