O dólar recuou para cerca de R$ 5,12 no fim de fevereiro de 2026, menor cotação em quase dois anos, e isso tem impacto direto no bolso de brasileiros. A moeda americana acumula queda em 2026 após recuo de mais de 11 % ao longo de 2025.
Segundo economistas, a desvalorização do dólar diminui o preço de itens importados ou com componentes estrangeiros. Isso desacelera a inflação e reduz o custo de produtos essenciais e duráveis, como alimentos, eletrônicos e medicamentos, ampliando o poder de compra das famílias.
Produtos básicos e bens duráveis mais baratos
Alimentos do dia a dia também podem ficar mais baratos quando insumos importados, como fertilizantes e tecnologia agrícola, têm custo reduzido. A queda no preço internacional do petróleo, cotado em dólar, tende a influenciar combustíveis e fretes, com reflexo nos postos de gasolina.
Produtos eletrônicos, celulares e aparelhos importados tendem a ter ajustes de preço para baixo com câmbio mais vantajoso para importadores. Esses efeitos reforçam o ganho de renda real dos consumidores em 2026.
Riscos sobre produção e exportação
Especialistas alertam que a valorização do real pode desestimular a produção interna e tornar exportações menos competitivas ao longo do tempo. Setores intensivos em valor agregado podem enfrentar maior concorrência externa.
O equilíbrio ideal da taxa de câmbio, segundo economistas, está em um patamar que não comprometa a indústria nacional nem a estabilidade de preços no mercado interno.
