A companhia aérea Gol divulgou, na madrugada desta terça-feira (31), os resultados financeiros referentes ao quarto trimestre de 2025, revelando um prejuízo líquido de R$ 1,40 bilhão. O montante representa uma expressiva melhora de 73% em relação ao rombo de R$ 5,12 bilhões registrado no mesmo intervalo do ano anterior, consolidando a trajetória de recuperação após a saída do processo de Chapter 11 nos Estados Unidos, concluído em junho de 2025.
O desempenho operacional da companhia, medido pelo Ebitda, apresentou uma virada significativa ao atingir R$ 1,64 bilhão, revertendo o resultado negativo de R$ 443 milhões apurado no quarto trimestre de 2024.
A receita líquida do grupo acompanhou o ritmo de crescimento, avançando 10,5% para fechar em R$ 6,10 bilhões. Esse incremento foi impulsionado, em grande parte, pela expansão de quase 12% no transporte de passageiros durante o período.
Apesar dos indicadores positivos de volume, a Gol enfrentou desafios na rentabilidade unitária. A receita líquida total por assento ofertado (RASK) caiu 4,5%, enquanto a receita de passageiros por quilômetro voado (PRASK) recuou 4,2%.
Segundo a empresa, a retração deve-se à estratégia de repasse da variação cambial para as tarifas. No campo das despesas, os custos totais subiram 13,1%, pressionados por maiores gastos com manutenção, depreciação e devolução de aeronaves, além dos custos inerentes à própria expansão das operações.
O balanço final de 2025 aponta para um fortalecimento da estrutura de capital da aérea. A alavancagem líquida encerrou dezembro em 3,2 vezes, uma redução drástica frente aos 6,3 vezes registrados no final de 2024, refletindo o sucesso do processo de reestruturação financeira.
A liquidez total da companhia somava R$ 5,5 bilhões ao término do exercício, composta por R$ 3,0 bilhões em caixa disponível e R$ 2,5 bilhões em recebíveis de cartões de crédito.
