A petroleira independente PRIO (PRIO3) comunicou ao mercado nesta terça-feira (16) o início das operações do quarto poço produtor no Campo de Wahoo, localizado na Bacia de Campos. Com a entrada em atividade desta nova estrutura, a produção do poço recém-aberto foi estabilizada no patamar de 10 mil barris de óleo por dia (bpd).
O marco operacional encerra a fase de perfuração e abertura de todas as estruturas produtoras previstas no plano de desenvolvimento original para o ativo de Wahoo. Alinhada ao planejamento estratégico e às diretrizes técnicas de engenharia de reservatórios reportadas anteriormente ao mercado, a PRIO reiterou que aplicará uma trava operacional, limitando a capacidade total de extração do Campo ao teto de 40.000 barris de óleo por dia.
A conclusão do cronograma de Wahoo reforça o histórico da PRIO na execução célere de projetos de revitalização e desenvolvimento de campos de águas profundas (tie-backs).
A estratégia de limitar o volume diário de extração a 40 mil barris busca otimizar a curva de produção de longo prazo e garantir a sustentabilidade da pressão do reservatório, maximizando o fator de recuperação total do ativo.
Do ponto de vista financeiro, a consolidação dos volumes de Wahoo deve se traduzir em um incremento imediato na geração de caixa operacional da companhia para os próximos trimestres, reduzindo o custo de extração por barril (lifting cost) consolidado da petroleira.
O ativo é considerado uma das principais alavancas de crescimento orgânico da PRIO para o ano fiscal corrente, consolidando sua musculatura operacional frente aos concorrentes do setor de óleo e gás na B3.
O portfólio da PRIO concentra-se em ativos estratégicos na costa brasileira:
- Campo de Frade: O primeiro grande ativo operado pela companhia, onde foram executadas campanhas de revitalização bem-sucedidas que multiplicaram a produção diária do campo.
- Cluster Polvo e Tubarão Martelo: Dois campos vizinhos que foram conectados operacionalmente pela PRIO através de um projeto inédito de tie-back privado, gerando uma enorme economia de custos operacionais.
- Campo de Albacora Leste: Adquirido da Petrobras, é um ativo de grande porte que elevou de patamar a capacidade produtiva e as reservas provadas da companhia.
- Campo de Wahoo: Um projeto de desenvolvimento com alto potencial de sinergia com o Campo de Frade. A recente conclusão da abertura dos quatro poços produtores travados no teto de 40.000 barris por dia coroa a execução dessa estratégia de integração de ativos.
No ambiente corporativo e de mercado, a PRIO é amplamente reconhecida pela forte disciplina na alocação de capital e por uma estrutura de governança focada em gerar valor para o acionista.
- Alavancagem Controlada: A empresa costuma utilizar o forte fluxo de caixa gerado por suas operações para pagar dívidas rapidamente após grandes aquisições, mantendo um balanço saudável.
- Crescimento Orgânico e Inorgânico: Além de comprar novos ativos quando surgem boas oportunidades de mercado (crescimento inorgânico), a PRIO foca em furar novos poços e mapear extensões de reservas dentro dos campos que já possui (crescimento orgânico).
- Não Pagamento Crônico de Dividendos: Historicamente, a PRIO prioriza a retenção de lucros e a recompra de suas próprias ações em detrimento da distribuição de dividendos massivos. A tese da administração é que o capital é mais bem empregado se reinvestido no desenvolvimento dos campos ou na aquisição de novos ativos de alto retorno.









