As mortes por malária na Terra Indígena Yanomami caíram 80,8 por cento entre 2023 e o fim de 2025, segundo balanço do Ministério da Saúde. O resultado ocorre após a declaração de emergência sanitária no território, em 2023, diante de uma grave crise humanitária.
A região, localizada em Roraima, enfrentava aumento de casos de doenças, desnutrição e falta de assistência médica, agravados pela presença de garimpo ilegal. A redução dos óbitos indica avanço nas ações emergenciais implementadas desde então.
Ampliação de atendimento e testagem impulsiona resultado
O governo atribui a queda ao reforço da assistência em saúde e à ampliação do diagnóstico precoce. O número de exames para detecção de malária cresceu 75,9 por cento no período, passando de cerca de 145 mil para mais de 257 mil testes em 2025.
A estratégia de testagem ativa permitiu identificar casos mais rapidamente e iniciar o tratamento ainda nas fases iniciais da doença, o que reduz o risco de agravamento e morte.
Além disso, equipes de saúde passaram a atuar de forma mais constante dentro do território, ampliando o acesso a medicamentos e acompanhamento médico.
Indicadores de saúde infantil também melhoram
Os dados mostram melhora em outros indicadores de saúde na região. As mortes por desnutrição caíram 53,2 por cento entre 2023 e 2025.
No mesmo período, aumentou a proporção de crianças menores de cinco anos com peso adequado, que passou de 45,4 por cento para 53,8 por cento.
O acompanhamento nutricional também foi ampliado, o que contribui para a recuperação gradual das condições de saúde infantil no território.
Desafios estruturais ainda persistem
Apesar dos avanços, o cenário ainda exige atenção contínua. A Terra Yanomami segue vulnerável a fatores estruturais, como dificuldades logísticas, acesso limitado a serviços públicos e impactos do garimpo ilegal.
Especialistas apontam que a manutenção dos resultados depende da continuidade das ações de saúde, da presença permanente do Estado e do controle de atividades ilegais na região.
A queda nas mortes ocorre após um período crítico registrado até 2023, quando o governo federal reconheceu emergência em saúde pública no território. A situação envolvia aumento de casos de malária, desnutrição e falta de assistência adequada às comunidades indígenas.
Desde então, a atuação integrada de órgãos de saúde e ações emergenciais tem buscado reverter o quadro, com resultados mais consistentes a partir de 2025.








