A Raízen anunciou a venda da Usina Caarapó, localizada em Mato Grosso do Sul, para a Adecoagro por R$ 760 milhões. O pagamento será realizado à vista na conclusão da operação, que ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.
A unidade processou aproximadamente 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/2026. Com a venda, a Raízen passa a operar 23 usinas, com capacidade total de moagem próxima de 69 milhões de toneladas por safra.
A transação integra o plano da companhia para reduzir o endividamento e concentrar recursos nos ativos considerados mais rentáveis e estratégicos.
A Raízen protocolou em março um plano de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida bruta de R$ 75,3 bilhões. A versão final foi divulgada em junho.
De acordo com as condições acertadas com os credores, recursos obtidos com a venda de ativos, com exceção das operações na Argentina, devem ser utilizados no pagamento antecipado das dívidas incluídas no plano.
Dessa forma, parte relevante dos R$ 760 milhões deve ser destinada à redução do passivo financeiro da companhia.
Raízen acelera venda de ativos
A operação envolvendo a Usina Caarapó se soma a outras transações realizadas pela Raízen nos últimos meses.
Em 2025, a empresa vendeu a Usina Santa Elisa por R$ 1,04 bilhão, a unidade de Leme por R$ 425 milhões e a Usina Continental por R$ 750 milhões.
A companhia também transferiu projetos de energia solar e ativos de geração distribuída. Entre as operações divulgadas estão aproximadamente R$ 1 bilhão em projetos solares e a venda de 55 usinas de geração distribuída para a Thopen Energia e o Grupo Gera por R$ 600 milhões.
A estratégia busca diminuir a necessidade de capital, melhorar a geração de caixa e reorganizar a estrutura financeira da empresa.
Segundo a Raízen, a venda da unidade está alinhada à otimização do portfólio e à melhoria da rentabilidade da operação agroindustrial.
