Receita da Bemobi cresce 33% e atinge 222 milhões de reais no primeiro trimestre

Bemobi/Divulgação

A Bemobi (BMOB3), líder no setor de soluções especializadas de pagamentos, em que já atende 12 das 15 maiores empresas de serviços recorrentes no país, comunicou nesta terça-feira, 12, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) seus resultados financeiros relativos ao primeiro trimestre de 2026. O período marcou o nono trimestre consecutivo de crescimento anual, sendo o sexto consecutivo acima de 15%, com forte expansão da vertical de Pagamentos e consolidação da operação da Paytime, adquirida no fim do ano passado. 

“Neste trimestre, completamos cinco anos do IPO da Bemobi, período no qual a companhia triplicou sua receita líquida e seu lucro líquido, mas a principal transformação aconteceu no perfil da companhia. Pagamentos Digitais e SaaS, que praticamente não existiam na nossa receita há cinco anos, hoje representam cerca de 70% do negócio e quase a totalidade do crescimento dos últimos anos. Essa mudança reflete escolhas estratégicas que se mostraram acertadas e nos levaram a mais um consistente trimestre de crescimento”, afirma Pedro Ripper, cofundador e CEO da Bemobi. “Com a integração da Paytime, abrimos uma nova avenida em ecossistemas e marketplaces e iniciamos os próximos cinco anos com o mesmo foco e disciplina que nos trouxeram até aqui, mas com a mente sempre aberta ao novo”.

Entre janeiro e março, a receita líquida da companhia cresceu 33% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 222 milhões de reais. Excluindo a consolidação da Paytime, o crescimento orgânico foi de 20% no trimestre ou 22% desconsiderando os efeitos cambiais. O EBITDA ajustado totalizou 74,7 milhões de reais, avanço de 32%, enquanto o lucro líquido ajustado cresceu 21%, chegando a 37,3 milhões de reais.

A vertical de Pagamentos foi novamente o principal destaque do trimestre. A receita do segmento avançou 41% organicamente e 77% considerando a consolidação da Paytime. Já o volume total de pagamentos processados pela companhia (TPV) avançou 34%, alcançando 3,2 bilhões de reais, ou 48% com a contribuição da Paytime, totalizando 3,5 bilhões de reais. O desempenho foi impulsionado pela aceleração de clientes recentes, com destaque para Sabesp e o segmento de educação, além do aumento de penetração em setores e parceiros mais antigos. No período, a Bemobi adicionou clientes relevantes em todos os segmentos de atuação: Algar, em telecom; a chilena Chilquinta em utilities; Grau Técnico, em educação; além de novas Unimeds em saúde.

A companhia também manteve o ritmo de inovação em sua plataforma de pagamentos. Entre os destaques do trimestre está a aceleração dos investimentos na construção de uma nova infraestrutura de pagamentos nativa em inteligência artificial, com o objetivo de posicionar a Bemobi como líder em pagamentos recorrentes e agentic payments na América Latina.

Com mais de 14 bilhões de reais processados por ano em contas recorrentes, a companhia combina sua especialização  por indústria com uma base transacional e comportamental única sobre canais, métodos de pagamento, horários, perfil dos billers, conversão e inadimplência. Cada transação retroalimenta seus modelos, tornando a plataforma progressivamente mais inteligente, personalizada e eficiente.

Além dos investimentos em IA, a Bemobi avançou no lançamento do pagamento recorrente por carteiras digitais, com integração de Apple Pay e Google Pay ao motor de recorrência da companhia, e o avanço do Pix Automático, já em operação com cinco bancos integrados e 16 clientes. 

As soluções reforçam o posicionamento da empresa em jornadas de pagamento digitais com maior conveniência, redução de atrito e aumento de conversão. “Seguimos expandindo nossa plataforma para atender uma transformação que ainda está nos estágios iniciais: a digitalização completa das jornadas de pagamento em setores recorrentes e ecossistemas”, afirma Ripper.

Em setores de alta recorrência, como telecom, utilities, educação e saúde, a jornada de pagamento passou a ter impacto direto sobre experiência do cliente, eficiência operacional e previsibilidade de receita. Nesse contexto, a Bemobi atua na modernização da arrecadação dessas empresas, substituindo modelos mais tradicionais, como o boleto, por jornadas digitais com cartão, recorrência, parcelamento, Pix Automático, Open Finance e outros meios integrados à rotina do consumidor. Dessa forma, a empresa vem gerando melhorias materiais de resultado em comparação às soluções tradicionais até então utilizadas pelo mercado.

A plataforma fim a fim da Bemobi já é utilizada no modelo white label por mais de 650 empresas. A base inclui as principais operadoras de telecom do Brasil, como Vivo, TIM e Claro; empresas relevantes de utilities, como Energisa, Equatorial, Enel, Sabesp, NeoEnergia, Light, Enel Chile e Copel; grupos de educação, como Salta, Inspira e YDUQS; além de provedores de internet, como NIO, antiga Oi, e Vero, um dos maiores ISPs do país.

Outro destaque do trimestre foi a consolidação da Paytime nos resultados da companhia. Adquirida em dezembro de 2025, a empresa amplia a atuação da Bemobi no segmento B2B2B de Payment-as-a-Service (PaaS), levando infraestrutura financeira e pagamentos white label para ecossistemas como franqueadores, distribuidores, marketplaces e empresas de software vertical.

A geração operacional de caixa atingiu 61,4 milhões de reais, alta de 42%, com conversão de caixa de 82,2%. Dessa forma, a companhia fechou o trimestre com um caixa total de cerca de 350 milhões de reais. 

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