O resultado da Stone no primeiro trimestre de 2026 mostrou crescimento de receita e manutenção da rentabilidade, mesmo em um cenário mais desafiador para o setor de pagamentos. A fintech registrou lucro líquido ajustado de R$ 549,1 milhões entre janeiro e março, alta de 3,5% na comparação anual.
A receita total da companhia chegou a R$ 3,578 bilhões no período, avanço de 6,5% em relação ao mesmo trimestre de 2025. O desempenho reforça a estratégia da empresa de ampliar serviços financeiros e fortalecer relacionamento com pequenas e médias empresas.
Receita cresceu mesmo com cenário desafiador
O avanço do resultado da Stone ocorreu em meio a um ambiente econômico marcado por juros elevados e maior concorrência no setor de pagamentos. Ainda assim, a companhia conseguiu ampliar receitas principalmente por meio de serviços financeiros, crédito e banking.
A empresa continuou expandindo sua base de clientes ativos, que alcançou aproximadamente 4,7 milhões no trimestre. Segundo a companhia, o crescimento foi impulsionado principalmente pelos segmentos de pequenas e médias empresas.
Especialistas afirmam que fidelização de clientes e oferta integrada de serviços financeiros continuam sendo diferenciais competitivos importantes no setor.
Pix e banking ganharam relevância
A Stone também registrou crescimento expressivo nas operações via Pix. Segundo dados divulgados pela empresa, o volume de pagamentos instantâneos avançou 37% na comparação anual.
A área de banking manteve expansão consistente. O volume de depósitos chegou a R$ 10,1 bilhões, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano passado.
Analistas avaliam que a diversificação além das maquininhas de pagamento se tornou fundamental para o crescimento das fintechs brasileiras.
Crédito segue no radar do mercado
Apesar dos números positivos, investidores continuam atentos à operação de crédito da companhia. A carteira de crédito da Stone atingiu R$ 3,2 bilhões no trimestre, com crescimento de 14% em relação ao trimestre anterior.
Além disso, indicadores de inadimplência aumentaram no período, elevando provisões para perdas e ampliando cautela do mercado sobre a expansão do crédito para pequenas empresas.
Especialistas afirmam que o comportamento da inadimplência continuará sendo um dos principais fatores monitorados pelos investidores nos próximos trimestres.
Empresa reforça distribuição aos acionistas
Outro destaque do resultado da Stone foi a distribuição de capital aos acionistas. A companhia informou que distribuiu cerca de R$ 3,6 bilhões em recompra de ações e dividendos extraordinários até abril de 2026.
O lucro por ação ajustado (EPS) cresceu 15,4% em 12 meses, chegando a R$ 2,19 por ação no trimestre.
Segundo analistas, a estratégia busca aumentar retorno aos investidores enquanto a empresa reorganiza parte de suas operações e amplia eficiência financeira.
Setor de pagamentos segue competitivo
O mercado brasileiro de meios de pagamento continua altamente competitivo. Atualmente, empresas disputam espaço em maquininhas, contas digitais, crédito e soluções financeiras integradas.
Além disso, fintechs enfrentam pressão causada pelo avanço do Pix, maior competição entre adquirentes e mudanças no comportamento dos consumidores.
Especialistas avaliam que empresas capazes de combinar serviços financeiros, tecnologia e relacionamento próximo com clientes tendem a ganhar vantagem no setor.
Stone amplia atuação financeira
A Stone vem acelerando sua transformação em uma plataforma financeira mais ampla. Além das maquininhas, a empresa oferece conta PJ, crédito, gestão financeira e serviços bancários para empreendedores brasileiros.
A fintech busca aumentar monetização da base de clientes e fortalecer soluções digitais para pequenas empresas.
Oresultado da Stone no primeiro trimestre mostra uma empresa ainda rentável, com crescimento operacional consistente e foco em expansão dos serviços financeiros em um mercado cada vez mais competitivo.
