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Home ESG

Sicredi encerra 2025 com R$ 98,2 bilhões em crédito para economia verde

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
30/06/2026
em ESG, Meio Ambiente
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O Sicredi encerrou 2025 com R$ 98,2 bilhões em saldo de carteira de crédito classificada como economia verde, um crescimento de 10,3% em relação ao ano anterior. O desempenho integra o Relatório de Sustentabilidade 2025, divulgado neste mês de abril, e consolida os avanços da instituição financeira cooperativa nos pilares Ambiental, Social e de Governança (ESG).

Do total da carteira verde do Sicredi, R$ 27,7 bilhões estão concentrados na categoria “Fortalecimento de Negócios em Regiões Vulneráveis”. O recorte reúne financiamentos destinados a micro e pequenas empresas localizadas em municípios com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) abaixo da média nacional (0,786), onde o acesso ao crédito é determinante para a manutenção da atividade econômica e a geração de renda.

A destinação desses recursos reflete a capilaridade territorial da instituição, que mantém presença física em mais de 2,2 mil municípios brasileiros. Em 236 cidades, o Sicredi é a única instituição financeira com atendimento presencial, ampliando o acesso ao sistema financeiro e reforçando seu papel no desenvolvimento econômico local.

Além da atuação nas regiões urbanas e de menor IDH, o crédito verde também tem papel estratégico no campo, especialmente no apoio a práticas produtivas mais sustentáveis. Os financiamentos voltados ao agronegócio somam R$ 43,1 bilhões, o equivalente a 44% da carteira verde da instituição. Desse total, R$ 20,8 bilhões estão vinculados à Produção Rural Familiar (Pronaf); R$ 10,4 bilhões, à agricultura de baixo carbono; R$ 6,9 bilhões, a mulheres produtoras rurais; e R$ 4,9 bilhões, a boas práticas agrícolas, como rotação de culturas e uso eficiente da água.

“A carteira de crédito para a economia verde traduz a estratégia do Sicredi de crescer de forma sustentável, gerando impacto positivo para pessoas, negócios e regiões onde estamos presentes. Por meio do crédito, apoiamos iniciativas que promovem inclusão financeira, desenvolvimento regional, práticas produtivas mais sustentáveis e a transição para uma economia de baixo carbono, com especial atenção ao agronegócio, estimulando a adoção de tecnologias, a eficiência produtiva e modelos mais sustentáveis no campo. Todo esse movimento está alinhado ao nosso modelo cooperativo e à realidade local”, afirma Gustavo Freitas, diretor executivo de Crédito e Segmentos do Sicredi.

Esse olhar para a sustentabilidade produtiva também se reflete no incentivo ao empreendedorismo feminino, dentro e fora do meio rural. A carteira de crédito destinada a mulheres empreendedoras totalizou R$ 12,4 bilhões, contemplando micro, pequenas e médias empresas com 51% ou mais de participação feminina em sua composição societária.

Os financiamentos enquadrados no conceito de economia verde englobam operações de crédito classificadas a partir da taxonomia atualizada da Febraban. A metodologia considera critérios setoriais e programas com benefícios ambientais e sociais, alinhados a referências internacionais reconhecidas. No Sicredi, essa carteira está estruturada em três grandes frentes: Desenvolvimento Regional e Inclusão Social, Agronegócio Sustentável e Energia e Transição Climática, refletindo uma estratégia integrada de crescimento com geração de impacto positivo.

O Relatório de Sustentabilidade também destaca o investimento social do Sicredi, que superou R$ 409 milhões em 2025. O valor equivale a mais de R$ 1 milhão por dia direcionado às regiões onde a instituição atua, sendo aplicado pelas 100 cooperativas do Sistema.

Do total, R$ 313,3 milhões foram investidos por meio do FATES (Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social), enquanto R$ 83,9 milhões foram destinados ao Fundo Social, que apoiou mais de 8,3 mil projetos nas áreas de educação, cultura, esporte, meio ambiente, segurança e inclusão social, em consonância com os princípios do cooperativismo.

Outro destaque do relatório são os Programas de Educação da Fundação Sicredi, que reforçam o compromisso com a formação cidadã desde a infância. Em 2025, o Programa A União Faz a Vida impactou mais de 570 mil de crianças e adolescentes e 47,4 mil professores, por meio de projetos educativos que estimulam a cidadania e o cooperativismo, com foco na escuta, na aprendizagem pela experiência, no trabalho colaborativo e na vivência de valores como diálogo, responsabilidade e participação comunitária.

Complementarmente, o Programa Finanças na Mochila fortalece a educação financeira como parte do desenvolvimento integral de crianças e jovens. Integrado à estratégia do Sicredi de promoção de uma vida financeira sustentável, a iniciativa oferece formação e assessoria pedagógica a professores, com base nas Ciências Comportamentais, permitindo que o tema seja trabalhado de forma interdisciplinar, alinhada ao currículo escolar e adaptada aos diferentes contextos brasileiros. Em 2025, o programa esteve presente em 657 escolas, de 179 municípios e 15 estados, impactando 81,5 mil estudantes e cerca de 4,4 mil professores.

“O relatório de 2025 reúne indicadores que evidenciam o impacto da atuação do Sicredi no desenvolvimento das pessoas e das comunidades, na inclusão social e na valorização de práticas ambientais responsáveis. Esses resultados reafirmam o cooperativismo como um modelo capaz de combinar sustentabilidade financeira com impacto social e ambiental positivo”, conclui Maria Reiniger da Luz, superintendente de Estratégia, Sustentabilidade e Inovação.

Tags: EmpresasESGMeio AmbienteNegóciosSustentabilidade
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João Pedro Camargo é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

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