O SUPERA Parque de Inovação e Tecnologia, complexo tecnológico sediado em Ribeirão Preto (SP), consolidou uma importante etapa em seu cronograma de internacionalização ao participar da BIO International Convention 2026. Realizado entre os dias 22 e 25 de junho no centro de convenções de San Diego, na Califórnia, o evento reuniu mais de 20 mil participantes de 70 países e serviu como vitrine para conectar a ciência de ponta desenvolvida no interior paulista com grandes fundos de investimentos globais, indústrias farmacêuticas e lideranças das ciências da vida.
A comitiva brasileira contou com a presença de treze empresas de base tecnológica nascidas ou incubadas em Ribeirão Preto, operando em um estande próprio estruturado pelo parque.
O modelo institucional do SUPERA, ancorado em parceria estratégica com a Universidade de São Paulo (USP), destacou-se ao apresentar soluções comerciais aplicadas à medicina de precisão, saúde humana, diagnóstico, inteligência artificial integrada, terapias celulares e ao agronegócio. Eduardo Cicconi, gerente do SUPERA Parque e de Novos Negócios da Fipase, ressaltou que a presença em San Diego atesta a maturidade do ecossistema paulista, estruturado para negociar contratos de licenciamento, codesenvolvimento e acordos internacionais de cooperação científica. “Na BIO, apresentamos o ecossistema como um todo, nossa estrutura, nosso modelo de inovação e as empresas que são a prova viva de que ciência de ponta pode virar negócio ”, afirmou.
Buscando absorver referências operacionais de ecossistemas maduros, a agenda técnica do SUPERA nos Estados Unidos incluiu uma visita imersiva às instalações do BioLabs San Diego, um dos principais ambientes globais de aceleração para startups de saúde e biotecnologia.
De acordo com Saulo Rodrigues, gerente de fomento e negócios da Incubadora SUPERA, o mapeamento permitiu avaliar novos modelos de governança, arranjos de patrocínios privados (sponsors) e designs laboratoriais avançados. “A visita ao BioLabs San Diego nos permitiu conhecer melhor aspectos como o modelo de negócios, a participação de sponsors, a organização dos laboratórios e o acompanhamento dos residentes. São referências importantes para ampliar nossa leitura sobre estruturas internacionais de apoio a empresas de base científica”, destacou.
No ambiente de rodadas de negócios promovido pela plataforma BIO Partnering, a comitiva do Brasil obteve receptividade positiva para soluções que vão além da tradicional terapêutica humana. Manoela Martins, pesquisadora associada à Future Cow — agrotech do ecossistema SUPERA que desenvolve projetos científicos com o amparo da FAPESP —, pontuou que o mercado externo demonstrou forte interesse em biotecnologias aplicadas à saúde animal e à eficiência na produção de alimentos. “Estar no estande do SUPERA fez diferença porque mudou a percepção de escala e maturidade das nossas empresas diante do mercado global. A tecnologia brasileira não foi apresentada de forma isolada, mas dentro de um ecossistema estruturado, com apoio institucional, rede de mentores e rigor técnico”, afirmou Manoela.
O portfólio de empresas do polo tecnológico que participaram das rodadas comerciais incluiu marcas de destaque no cenário nacional de inovação, sendo composto por: Kimera Biotecnologia, Future Cow, Lychnoflora, Pinatech, Nock, Óbvio Laboratórios, Diasci, Decoy, Insitu Cell Therapy, Qest, Glycovan, Proderme e Yosen. Com o encerramento da missão na Califórnia, o SUPERA Parque avança na atração de capital estrangeiro para o estado de São Paulo, reduzindo o intervalo entre a bancada de pesquisa universitária e o mercado consumidor global.
