Novo tarifaço dos EUA pode afetar US$ 149 bilhões em exportações, alerta CNI

(Germano Lüders/Exame)

Um novo pacote de tarifas comerciais proposto pelos Estados Unidos pode atingir US$ 149 bilhões em exportações destinadas ao mercado norte-americano, segundo estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI). A entidade avalia que a medida pode aumentar os custos para exportadores, afetar cadeias globais de produção e reduzir a competitividade de diversos setores da economia.

Medida amplia tensão no comércio internacional

O novo tarifaço faz parte da estratégia norte-americana de ampliar barreiras comerciais sobre produtos importados.

Para a CNI, o avanço dessas medidas pode provocar mudanças nas rotas do comércio global, elevar custos logísticos e aumentar a incerteza para empresas que dependem das exportações para os Estados Unidos.

Indústria brasileira pode sentir os efeitos

A entidade destaca que segmentos da indústria de transformação estão entre os mais expostos às novas tarifas.

Empresas exportadoras poderão enfrentar perda de competitividade caso os produtos brasileiros fiquem mais caros para compradores norte-americanos, favorecendo concorrentes de outros mercados.

Exportações são estratégicas para o Brasil

Os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil, absorvendo parte relevante das exportações de produtos industrializados.

Uma redução nas vendas ao mercado norte-americano pode afetar investimentos, produção e geração de empregos em setores voltados ao comércio exterior.

Empresas podem buscar novos mercados

Diante do cenário, especialistas apontam que companhias brasileiras poderão acelerar a diversificação de destinos para suas exportações, reduzindo a dependência do mercado norte-americano.

A ampliação de acordos comerciais e o fortalecimento da presença em mercados da Ásia, Europa e América Latina aparecem como alternativas para minimizar eventuais impactos.

Cenário dependerá das decisões dos EUA

A efetiva implementação das tarifas e seu alcance dependerão das decisões do governo norte-americano e da evolução das negociações comerciais internacionais.

Enquanto isso, a indústria brasileira acompanha o tema com atenção, avaliando possíveis impactos sobre a competitividade e o desempenho das exportações ao longo dos próximos meses.

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