As exportações brasileiras de carne bovina cresceram 17,8% em maio na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes.
O Brasil embarcou cerca de 297 mil toneladas da proteína no mês, consolidando um novo recorde histórico para maio.
A receita gerada pelas exportações alcançou US$ 1,83 bilhão, avanço de 6,5% em relação a abril.
China segue como principal destino
A China manteve liderança entre os compradores da carne bovina brasileira.
Segundo os dados da Abiec, o país asiático respondeu por mais da metade das exportações brasileiras no período.
Somente em maio, os chineses importaram aproximadamente 157,6 mil toneladas da proteína brasileira, movimentando mais de US$ 1 bilhão em faturamento.
Especialistas apontam que a demanda internacional aquecida continua sustentando os preços e o ritmo elevado dos embarques brasileiros.
Exportações superam 1,3 milhão de toneladas em 2026
No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o Brasil já exportou mais de 1,3 milhão de toneladas de carne bovina.
O volume representa crescimento superior a 15% em relação ao mesmo período de 2025.
Analistas avaliam que o país continua ampliando participação no mercado global diante da oferta reduzida em outros grandes produtores.
Oferta global reduzida favorece Brasil
Pesquisadores do Cepea afirmam que a oferta global de carne bovina permanece limitada, cenário que ajuda a manter demanda aquecida pela proteína brasileira.
Ao mesmo tempo, o setor acompanha riscos ligados às cotas chinesas de importação e às novas exigências sanitárias internacionais.
A União Europeia, por exemplo, ampliou regras relacionadas ao uso de antimicrobianos em produtos de origem animal.
Mercado interno enfrenta pressão nos preços
Enquanto as exportações avançam, consumidores brasileiros convivem com preços elevados da carne bovina no mercado interno.
Discussões em comunidades online apontam preocupação crescente com aumento dos preços e redução da oferta doméstica.
Especialistas explicam que o ciclo pecuário, a menor oferta de animais prontos para abate e a forte demanda internacional ajudam a pressionar as cotações no país.
Frigoríficos acompanham cenário global
Empresas exportadoras seguem monitorando oscilações cambiais, logística internacional e tensões geopolíticas.
Mesmo com desafios externos, o setor avalia que o Brasil permanece competitivo no comércio global de proteínas.
Analistas apontam que China, Oriente Médio e Estados Unidos devem continuar entre os principais motores das exportações brasileiras em 2026.







