A unidade de produção da Tesla em Gruenheide, nos arredores de Berlim, registrou uma redução significativa em seu quadro de pessoal, com a saída de aproximadamente 1.700 funcionários.
De acordo com informações publicadas pelo jornal econômico Handelsblatt nesta quarta-feira, a única gigafábrica da montadora na Europa opera atualmente com 10.703 colaboradores. Esses dados foram extraídos de um documento interno relacionado à convocação para a eleição dos representantes do conselho de trabalhadores da empresa.
A análise comparativa revela que o contingente atual é 14% menor do que o registrado em um documento oficial similar emitido antes das eleições do conselho em 2024.
Até o momento, a Tesla não se manifestou formalmente sobre os números apresentados pela reportagem, mantendo-se em silêncio após os pedidos de esclarecimento da imprensa.
Essa retração no quadro de funcionários alemães ocorre no rastro de uma diretriz global estabelecida por Elon Musk em abril de 2024. Na ocasião, o CEO anunciou o corte de mais de 10% da força de trabalho mundial da fabricante de veículos elétricos. A medida estratégica visa reduzir custos operacionais e elevar os índices de produtividade da companhia diante dos desafios do mercado automotivo.
Estrategicamente, esse movimento reflete uma postura defensiva da montadora. Ao reduzir a folha de pagamento na sua única fábrica europeia, a Tesla busca proteger suas margens de lucro diante da concorrência crescente de fabricantes chinesas e da hesitação de consumidores locais devido à infraestrutura de carregamento e preços de energia. Em última análise, a fábrica de Berlim está operando agora sob uma filosofia de “fazer mais com menos”, o que coloca à prova a capacidade da Tesla de manter sua liderança tecnológica enquanto encolhe sua estrutura física de apoio.







