TikTok fecha acordo bilionário no Brasil para construir maior data center da América Latina

A Omnia, plataforma do Patria Investimentos voltada a data centers, assinou um acordo de cerca de US$ 2 bilhões com a Casa dos Ventos para abastecer o futuro complexo da ByteDance, dona do TikTok, no Ceará.

O empreendimento será instalado no Porto do Pecém e já é tratado como o maior data center em desenvolvimento no Brasil. A expectativa é que a estrutura consiga exportar capacidade de processamento de dados para outros mercados, transformando o país em um polo estratégico para infraestrutura digital.

Segundo as empresas, a primeira fase do projeto terá 200 megawatts (MW) de capacidade de TI e consumo energético próximo de 300 MW.

Projeto do TikTok prevê investimentos de até R$ 200 bilhões

O projeto completo pode movimentar até R$ 200 bilhões ao longo dos próximos anos, segundo estimativas ligadas ao desenvolvimento do complexo.

A energia será fornecida principalmente pelo parque eólico Ibiapaba, no Ceará, que terá capacidade de 630 MW e está sendo construído pela Casa dos Ventos. Parte menor do consumo virá do parque Dom Inocêncio, no Piauí.

A operação foi estruturada no modelo de autoprodução de energia, formato em que grandes consumidores entram como sócios das usinas para reduzir custos e encargos do fornecimento elétrico.

ByteDance quer transformar Pecém em polo global de data centers

As obras do empreendimento começaram em janeiro de 2026. A previsão é iniciar operações no terceiro trimestre de 2027, com expansão gradual até 2029.

Segundo Rodrigo Abreu, CEO da Omnia, o objetivo vai além de um único centro de dados.

A estratégia mira transformar o Porto do Pecém em um campus internacional de data centers, aproveitando a estrutura logística da região e a zona de processamento de exportação.

Casa dos Ventos amplia aposta em energia para data centers

Para a Casa dos Ventos, o contrato representa o maior acordo já fechado pela empresa com um único cliente.

O projeto também sustenta o plano de expansão da companhia, que prevê adicionar 2,1 gigawatts em capacidade eólica e solar, com investimentos estimados em R$ 11 bilhões.

Segundo Lucas Araripe, diretor-executivo da empresa, os data centers viraram o principal vetor de crescimento da companhia. Segundo a empresa, o uso de água deve equivaler ao consumo de cerca de 40 a 50 residências.


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