Uber e Naver se unem para aquisição do Baemin

A Uber e a gigante sul-coreana de internet Naver uniram forças para apresentar uma proposta de aquisição da Baedal Minjok, conhecida como Baemin e líder do mercado de entrega de comida na Coreia do Sul. Segundo o Seoul Economic Daily, o consórcio oferece até 8 trilhões de won — equivalente a aproximadamente US$ 5,34 bilhões — pela plataforma, atualmente operada pela alemã Delivery Hero.

A estrutura do consórcio prevê uma divisão de participação na proporção de 80% para a Uber e 20% para a Naver, com o objetivo de adquirir 100% da Baemin, de acordo com o jornal coreano, que cita fontes não identificadas do setor de bancos de investimento. A operação, se confirmada, representaria uma das maiores transações do mercado de tecnologia e delivery do continente asiático nos últimos anos.

Um porta-voz da Naver confirmou à Reuters que a empresa recebeu uma carta de apresentação relacionada ao negócio, mas afirmou que nenhuma decisão foi tomada até o momento. A Uber e a Delivery Hero não se manifestaram publicamente sobre a proposta.

A eventual aquisição da Baemin representaria um passo estratégico relevante para a Uber em sua expansão no mercado asiático de entrega de alimentos. A companhia americana já opera o Uber Eats em diversos países, mas ainda tem presença limitada na Coreia do Sul — um dos mercados de delivery mais desenvolvidos e competitivos do mundo, com alta penetração digital e consumidores habituados a pedidos frequentes.

Para a Naver, maior empresa de tecnologia da Coreia do Sul e operadora do principal mecanismo de busca do país, a entrada no segmento de delivery representaria uma diversificação significativa de seu ecossistema digital. A companhia já atua em e-commerce, pagamentos e serviços financeiros, e a combinação com uma plataforma de entrega de alimentos poderia ampliar sua integração com o cotidiano dos consumidores coreanos.

Do lado vendedor, a Delivery Hero vem enfrentando pressões de investidores para desinvestir em ativos e reduzir sua exposição a mercados menos rentáveis. A eventual venda da Baemin permitiria à empresa alemã concentrar recursos em regiões estratégicas e aliviar seu endividamento — movimento que analistas do setor já vinham antecipando há meses.

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