A Ultra Academia quer ocupar uma faixa intermediária no disputado mercado fitness brasileiro. Criada em 2021 por Fernando Nero, empreendedor que também fundou a Bluefit, a rede aposta em um modelo que busca ficar entre as academias low cost e as unidades premium.
A estratégia é oferecer uma estrutura mais completa do que as redes populares, mas sem chegar ao preço das academias boutique. Com esse posicionamento, a empresa chegou a cerca de 90 unidades em funcionamento no Brasil e agora mira uma nova fase de expansão.
Com isso, a meta para 2026 é alcançar 150 unidades e faturar R$ 300 milhões, o que representaria crescimento de 50% em relação ao ano anterior. A rede também planeja abrir suas primeiras unidades fora do Brasil, com operações-piloto na Argentina, Colômbia e Paraguai.
Rede aposta no meio termo do mercado fitness
A primeira unidade da Ultra Academia foi aberta na Rua Augusta, em São Paulo, em 2021. Desde o início, o negócio nasceu com modelo franqueável e foco em uma lacuna percebida por Nero no setor.
“Abrimos uma lacuna no mercado entre as academias premium e as low cost. Vi espaço para quem poderia pagar um pouco mais, desde que tivesse algo mais completo e uma experiência melhor. Foi daí que nasceu a Ultra”, afirma o fundador.
A proposta combina preço mais acessível do que academias de alto padrão com estrutura mais robusta do que modelos de baixo custo. A rede aposta em unidades amplas, com média de 1.500 m², e serviços que podem incluir piscina e estúdios especializados, dependendo do formato da academia.
O investimento médio para abrir uma franquia é de R$ 4 milhões, mas pode variar entre R$ 2 milhões e R$ 15 milhões, de acordo com porte, localização e estrutura da unidade. O faturamento médio informado pela empresa é de R$ 315 mil por mês por unidade.
Expansão deve ganhar força fora do Sudeste
A Ultra pretende acelerar o ritmo de inaugurações em 2026, com a meta de abrir cerca de uma unidade por semana. Para ganhar presença fora do Sudeste, a rede planeja inaugurações próprias em capitais estratégicas.
Entre as cidades no radar estão Manaus, Recife, Salvador, Porto Alegre e Florianópolis. A lógica é usar essas primeiras unidades como vitrine para atrair franqueados em outras cidades dos mesmos estados.
“Abrir nas capitais ajuda a atrair interessados em levar a Ultra para outras cidades desses estados por meio de franquias”, diz Nero.
O movimento ocorre em um mercado altamente pulverizado. Segundo o Panorama Setorial Fitness Brasil 2024, o país tem mais de 56,8 mil academias, o que aumenta a disputa por localização, preço, experiência e fidelização dos alunos.
América Latina entra no plano de crescimento
A internacionalização será testada ainda neste ano. A Ultra quer abrir pelo menos uma unidade em cada um dos três países escolhidos para a largada: Argentina, Colômbia e Paraguai.
A entrada será feita por meio de operações-piloto com investidores locais. Se os testes funcionarem, a rede pretende escalar o modelo e chegar a cerca de 30 operações no Mercosul em 2027.
“Queremos ter pelo menos uma academia em cada um desses três países ainda este ano. São operações-piloto e, dando certo, fazemos um processo de escala para chegar a cerca de 30 operações no Mercosul em 2027”, afirma o empresário.
A expansão internacional também exigirá ajustes. Embora a América do Sul seja vista como uma extensão natural do mercado brasileiro, a rede prevê adaptações de comunicação, posicionamento e oferta de serviços em cada país.








