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Home ESG

Zurich e Zurich Santander anunciam R$ 2 milhões destinados a Fundo de Catástrofes para 2026

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
03/02/2026
em ESG, Meio Ambiente
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As seguradoras Zurich Seguros, do Grupo Zurich, e a Zurich Santander, joint-venture fruto da parceria entre o Grupo Zurich e o Banco Santander, acabam de anunciar, por mais um ano, a destinação de mais R$ 2 milhões ao Fundo de Catástrofes para 2026, iniciativa voltada ao apoio da população brasileira em situação de vulnerabilidade em função de desastres climáticos e situações de calamidade pública.

O fundo, criado e mantido pelas seguradoras em parceria com o Movimento União BR e o Instituto da Criança, estabeleceu um modelo inovador de investimento social privado para resposta rápida e estruturada a desastres naturais no Brasil. Em 6 anos, a iniciativa já destinou mais de R$ 20 milhões e beneficiou 550 mil pessoas de todas as regiões do país, oferecendo ajuda emergencial imediata e apoio à reconstrução de comunidades.

O diferencial do Fundo não está só no volume aportado, mas no desenho pioneiro do mecanismo. Com conta exclusiva, processos decisórios pré-autorizados e execução em parceria com organizações sociais especializadas, o modelo permite que o auxílio privado chegue rapidamente a quem mais precisa – a liberação de recursos ocorre em apenas 3 a 5 dias úteis, enquanto o padrão em grandes empresas pode variar de 20 a 90 dias.

“Quando ocorre um desastre, como enchentes, secas ou crises humanitárias, as comunidades atingidas não podem esperar. Muitas vezes, há necessidade dos itens mais básicos, desde água e alimentos até atendimento de saúde, e essas necessidades precisam ser identificadas e sanadas com agilidade” explica Nathalia Abreu, gerente de Sustentabilidade da Zurich Seguros. “Esse é o propósito do Fundo: organizar o investimento privado e responder com velocidade e consistência a crises climáticas e humanitárias, cada vez mais recorrentes no país, apoiando famílias que perderam tudo, e ajudando na reconstrução de estruturas que sustentam o futuro das comunidades”, afirma.

O Fundo de Catástrofe nasceu oficialmente em 2022, mas sua origem remonta a 2019, quando a Zurich começou a atuar de forma sistemática no apoio a comunidades afetadas por desastres no Brasil. Na época, a companhia esteve presente em crises como o rompimento da barragem de Brumadinho, a pandemia de Covid-19 e eventos climáticos extremos como enchentes, secas e incêndios.

Em 2022, o Fundo foi oficializado como uma iniciativa recorrente com recursos pré-estabelecidos, funcionando a partir da atuação integrada de seus parceiros. A Zurich Seguros e a Zurich Santander são as mantenedoras do fundo, reforçando a importância de associar a atuação empresarial a impactos concretos para a sociedade.

“Acreditamos que a resposta às crises sociais e ambientais deve estar no centro da estratégia das empresas, e como seguradoras, temos a oportunidade de ir além da indenização, conectando nossa atuação empresarial a um impacto positivo direto na vida das pessoas, especialmente aquelas que estão em situação de maior vulnerabilidade social”, afirma Natalia Moreira, gerente sênior de Sustentabilidade da Zurich Santander.

Já o Movimento União BR atua diretamente na execução das ações de campo, desde o mapeamento de necessidades até a entrega de itens de auxílio. “Nas tragédias climáticas, somos os primeiros a chegar e os últimos a sair. O Fundo de Catástrofe tem sido essencial para ampliar nossa capacidade de agir com rapidez e eficiência desde o dia zero de uma crise”, explica Tatiana Monteiro de Barros, presidente da organização. “Juntos, conseguimos oferecer o socorro imediato necessário e deixar um legado positivo para as regiões afetadas”, conclui.

O Instituto da Criança, por sua vez, assegura a gestão social do Fundo com conformidade e transparência. “O Fundo mostra como o investimento social privado pode ser estruturado com governança, transparência e resultados mensuráveis. Conectamos a Zurich e a Zurich Santander a causas de alto impacto, garantindo que cada recurso seja aplicado com responsabilidade e gere transformação real”, afirma Pedro Werneck, Cofundador e Presidente do Instituto da Criança.

A gestão inovadora do fundo rendeu às instituições até mesmo um reconhecimento internacional: em julho de 2025, o Fundo de Catástrofes foi premiado no BRICS Solutions Awards na categoria Innovative Financing for Sustainability, em Fórum Empresarial que precedeu o encontro da cúpula dos chefes de Estado dos BRICS no Brasil. A premiação destacou soluções escaláveis de impacto social e ambiental, consolidando o modelo brasileiro como referência global de resposta privada a desastres climáticos.

Entre os casos mais emblemáticos de atuação do fundo está o apoio às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, tanto em 2024 quanto em 2025, em doações que totalizaram mais de R$ 1 milhão em kits emergenciais, incluindo alimentos, água, colchões, mantas e itens de higiene, além do suporte a abrigos comunitários em áreas de difícil acesso.

Em 2025, um dos últimos aportes do fundo ocorreu após a recente destruição provocada por um ciclone extratropical no Paraná, com mais de R$ 250 mil doados para instalação de uma unidade móvel de saúde (junto a outros parceiros) e aquisição de refeições para apoio a quase 20 mil pessoas atingidas nos municípios de Rio Bonito do Iguaçu, Laranjeiras, Quatiguá, Irati e Santo Inácio do Iguaçu, além da região metropolitana de Curitiba.

No mesmo ano, o fundo já havia sido ativado em Pernambuco, para a aquisição de cestas básicas, visando apoiar a população em função da estiagem prolongada que atinge os municípios do sertão do estado e tem causado sérios impactos sociais e econômicos à população da região. Também foram destinados R$ 420 mil para atender quase 20 mil pessoas atingidas por cheias no Amazonas e mais de 33 mil indígenas Yanomamis, com ações articuladas com parceiros locais para oferecer logística e assistência humanitária. O Rio Grande do Sul também recebeu contribuições – embora não na mesma proporção do ano anterior, o estado continuou sofrendo com as enchentes decorrentes das chuvas.

Tags: EmpresasESGInvestimentosMeio AmbienteNegóciosSustentabilidade
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