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Home Startups

Startup que começou com assinatura de flores chega a 27 cidades do país 

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
02/09/2025
em Startups
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Divulgação/Flower Club

Divulgação/Flower Club

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A Flower Club, startup brasileira de e-commerce e assinatura de flores, está ampliando sua presença no país e já opera em 27 cidades apostando em expansão remota. Entre os mercados mais recentes estão Brasília (DF), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Indaiatuba, Sorocaba e Itu (SP), que se somam a municípios como São Paulo (SP) e Recife (PE). Fundada em 2020, a empresa já entregou mais de 180 mil buquês e atingiu a marca de 10 mil assinantes com a proposta de fazer com que as flores façam parte da rotina diária e não só em ocasiões especiais.

“Apostar na expansão para novos estados exige mais do que logística. Recife foi nosso principal case para validar a operação remota, entender dinâmicas climáticas e integrar parceiros locais a um ecossistema de excelência. Essa foi uma tomada de decisão que só conseguiu sair do papel com muita estratégia”, afirma Felipe Oliveira, sócio da startup. No final de 2024, a startup passou a atuar na capital pernambucana, saindo do estado em que tudo começou – São Paulo – e aterrissando na missão de criar um playbook (manual) escalável e adaptável. 

No começo do ano, São José dos Campos (SP) entrou no catálogo e, assim como Recife, tem a operação ancorada em parcerias locais que cuidam da produção, logística e entrega dos buquês, e em Brasília não será diferente. Paralelamente, Sorocaba, Itu e Indaiatuba passarão por um teste com produção feita na sede da empresa e transporte próprio, conforme explica Felipe. “Esse novo passo nos permite acelerar sem abrir mão de controle de qualidade, enquanto refinamos nossa inteligência logística. Nossa expectativa é continuar crescendo de forma estratégica, mantendo a experiência impecável que transformou a Flower Club em referência no mercado”. 

Grande parte das cidades é atendida por meio de parcerias com produtores locais e cooperativas, com as flores entregues direto ao consumidor final. Até 2024, a startup atuava apenas no Sudoeste, mas com a chegada ao Nordeste, novos cuidados específicos surgiram. As altas temperaturas impactam diretamente as flores, que são sensíveis ao calor. Isso exigiu a busca por parceiros que compreendessem a complexidade da operação. 

“Além do clima, operar com produção offsite exigiu criar processos sólidos, métricas claras de qualidade e uma comunicação fluida que garante que a experiência da Flower Club seja idêntica em qualquer cidade. Atuar com parceiros locais exige confiança, processos bem definidos e agilidade na tomada de decisão, pontos que testamos e validamos ao longo do último ano”, destaca Felipe. A atuação com parceiros é apenas uma das frentes de atenção da empresa: até mesmo as rotas de entrega são cuidadosamente planejadas, buscando otimização e reduzir emissões de carbono.

Apesar da dimensão do país e do clima tropical, a Flower Club segue empenhada em transformar a relação dos brasileiros com as flores, independente da região, afirma Felipe. “Mesmo com novos climas e culturas, a recepção do público foi extremamente positiva. Isso confirma que inovação e estratégia andam juntas e nos deixa ainda mais motivados para avançar com a expansão regional. Temos agora um modelo pronto para ser replicado com inteligência para novas regiões”.

Apesar de hoje atuar com um e-commerce que realiza a venda de diversos produtos relacionados a flores, a startup iniciou em 2020 com um clube de assinaturas, que funciona até hoje e já fidelizou mais de 10 mil pessoas. Nele, os clientes escolhem a periodicidade do plano, podendo ser mensal, quinzenal ou semanal. Nas datas escolhidas, um buquê fresco e com uma seleção de flores da estação chega nas casas. 

Junto a cada entrega, vem um sachê de nutrientes que prolonga a vida útil das flores, eliminando as bactérias prejudicam a durabilidade e também alimenta as flores. As embalagens são recicláveis e possuem um QR-Code que leva para informações as flores e os melhores cuidados. Toda a operação sai do modelo tradicional de floriculturas e busca privilegiar safras, reduzindo desperdício e desenhando a experiência do cliente com propósito, principalmente ao oferecer a opção de paralisação do plano em casos de viagens e livrando o assinante de burocracias desnecessárias.

Tags: Emissões de CarbonoEmpresasMercadoNegóciosStartup
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