A Uber Technologies apresentou um balanço de contrastes no encerramento de 2025, equilibrando um forte crescimento operacional com resultados financeiros que frustraram as expectativas de Wall Street.
O lucro líquido da companhia no quarto trimestre despencou para US$ 296 milhões (US$ 0,14 por ação), uma queda drástica em relação aos US$ 6,88 bilhões registrados no mesmo período do ano anterior. Mesmo quando ajustado para excluir itens não recorrentes, o lucro por ação de US$ 0,71 ficou significativamente abaixo dos US$ 0,85 projetados por analistas da FactSet.
Apesar da pressão sobre os lucros, a receita da Uber demonstrou resiliência, saltando 20% na comparação anual para atingir US$ 14,37 bilhões — superando ligeiramente as estimativas de mercado.
O desempenho operacional foi impulsionado por um aumento de 22% no número de viagens, que totalizaram 3,8 bilhões no trimestre, e uma expansão de 18% na base de usuários ativos mensais. As reservas brutas também acompanharam o ritmo de crescimento, fechando o período em US$ 54,1 bilhões.
Para o primeiro trimestre de 2026, a Uber adotou um tom cauteloso, projetando um lucro ajustado entre US$ 0,65 e US$ 0,72 por ação, novamente abaixo do consenso de US$ 0,75 esperado pelos investidores.
No entanto, a empresa mantém otimismo quanto ao volume de transações, prevendo que as reservas brutas possam chegar a US$ 53,5 bilhões, superando as estimativas prévias.
O relatório também marcou uma transição importante na cúpula da empresa: Balaji Krishnamurthy assumirá como novo diretor financeiro (CFO), substituindo Prashanth Mahendra-Rajah a partir de 16 de fevereiro. Mahendra-Rajah permanecerá na companhia como assessor sênior até julho para garantir uma transição suave em um momento em que a Uber tenta realinhar suas margens de lucro ao crescimento acelerado de sua plataforma.









