O aumento da entrada de alho importado no Brasil passou a pressionar produtores nacionais e reduzir a área de plantio em diferentes regiões do país. O setor aponta dificuldade para competir com produtos vindos principalmente da China e da Argentina.
Segundo produtores, os custos de produção no Brasil permanecem elevados, enquanto o alho importado chega ao mercado com preços mais baixos.
O cenário afetou principalmente agricultores familiares e pequenos produtores ligados à cultura do alho.
Área plantada registra redução
Dados do setor apontam retração da área destinada ao cultivo de alho em estados produtores.
Agricultores relatam queda na rentabilidade e aumento da insegurança em relação aos próximos ciclos de produção.
Além da concorrência internacional, fatores climáticos e custos de insumos também influenciaram a redução do plantio.
China lidera exportações globais de alho
A China permanece como principal exportadora mundial de alho. O país possui escala de produção elevada e custos menores em comparação ao mercado brasileiro.
Especialistas afirmam que a competitividade internacional ampliou a pressão sobre produtores nacionais nos últimos anos.
O alho argentino também ganhou espaço no mercado brasileiro devido à proximidade logística e preços competitivos.
Setor pede medidas de proteção comercial
Representantes do setor agrícola defendem medidas para ampliar a proteção da produção nacional.
Entre as reivindicações estão fiscalização de importações, revisão tributária e fortalecimento de políticas de incentivo à agricultura.
Produtores também pedem maior apoio para acesso a crédito rural e tecnologias de produção.
Mercado acompanha impacto sobre preços
O aumento das importações pode influenciar os preços pagos pelo consumidor final nos próximos meses.
Analistas avaliam que a maior oferta tende a reduzir preços no varejo, mas aumenta a pressão financeira sobre produtores brasileiros.
O setor agrícola segue monitorando o comportamento das importações e a evolução da próxima safra nacional.








