A América Latina registrou a maior taxa global de retenção entre as empresas da Fortune 500 que utilizam escritórios flexíveis da WeWork. Entre maio de 2025 e maio de 2026, 76% das companhias presentes na região mantiveram ou ampliaram os espaços contratados. Desse total, 43,1% preservaram sua ocupação e 33,3% expandiram suas operações.
Os dados fazem parte do Relatório Global de Espaços Flexíveis da Fortune 500, produzido pela WeWork, líder no mercado de escritórios compartilhados e imóveis flexíveis, que analisa como algumas das maiores corporações do mundo estão incorporando escritórios flexíveis às suas estratégias imobiliárias de longo prazo
A América Latina, região da qual o Brasil faz parte, reúne 51 empresas da Fortune 500 utilizando espaços da WeWork, com um total de 9.549 posições de trabalho. Embora o número de assentos tenha apresentado uma redução anual de 2,1%, o tamanho médio das operações cresceu 15,2%, alcançando 187 posições por empresa.
O resultado indica que, mesmo com ajustes pontuais de ocupação, as empresas que permanecem na região estão concentrando operações maiores em espaços flexíveis. O movimento está associado à busca por agilidade para adaptar equipes, ampliar operações e ocupar novas localidades sem depender exclusivamente de contratos tradicionais de locação.
Empresas ampliam operações em diferentes cidades e países
A distribuição geográfica também aparece entre os principais indicadores do mercado latino-americano. Na região, 43,1% das empresas analisadas operam em múltiplas localizações, enquanto 41,2% estão presentes em mais de uma cidade e 31,4% utilizam espaços da WeWork em diferentes países.
Esse modelo permite que empresas com operações regionais mantenham padrões semelhantes de infraestrutura, atendimento e ambiente de trabalho em diferentes mercados. Também facilita a expansão para novas cidades e a formação de equipes próximas a clientes, parceiros e polos de talentos.
Na América Latina, o prazo médio entre a primeira consulta comercial e a entrada da empresa no novo espaço é de aproximadamente 109 dias. O período inclui as etapas de negociação, definição da configuração do escritório e preparação para a ocupação.
Uma em cada quatro empresas da Fortune 500 utiliza a WeWork
O avanço observado na América Latina acompanha uma transformação global na gestão dos espaços corporativos. O relatório aponta que uma em cada quatro empresas da Global Fortune 500, equivalente a 124 das 500 companhias da lista, utiliza a rede WeWork em complemento aos contratos convencionais de locação.
Segundo John Santora, CEO da WeWork, “a questão não é mais se o espaço de trabalho flexível tem um papel no portfólio corporativo. A questão é como as empresas o integram aos contratos de longo prazo para criar uma estratégia imobiliária mais ágil, resiliente e adequada ao crescimento ou à incerteza.”
Entre as empresas avaliadas, 64% mantiveram ou expandiram sua presença no período analisado. Desse total, 38% ampliaram os espaços utilizados e 26% mantiveram o mesmo nível de ocupação. Outros 36% reduziram suas áreas.
O total de assentos ocupados pelas empresas da Fortune 500 cresceu 5,6% em um ano e alcançou 83.275 posições de trabalho. A área média utilizada por empresa também aumentou quase 21%, passando de 556 para 672 assentos.
Os números mostram que o uso de escritórios flexíveis está avançando entre grandes organizações, inclusive em projetos de maior escala. As soluções são utilizadas para sedes regionais, escritórios dedicados, expansão para novos mercados, apoio a equipes distribuídas e ocupações temporárias durante períodos de mudança ou crescimento.
Escritórios dedicados concentram preferência das grandes empresas
Apesar da flexibilidade contratual, a maior parte das grandes empresas analisadas busca espaços exclusivos. Segundo o estudo, 92% das companhias optam por escritórios físicos dedicados, frequentemente personalizados de acordo com suas necessidades de operação, identidade e organização interna.
Esses espaços podem ser combinados com soluções de acesso individual, permitindo que colaboradores utilizem diferentes unidades da rede conforme a necessidade. O formato atende empresas que precisam manter áreas privativas para suas equipes, mas também buscam mobilidade para profissionais que trabalham em diferentes cidades ou países.
A presença distribuída é uma característica recorrente entre as companhias avaliadas. Globalmente, 62% operam em múltiplas unidades da WeWork, 60% estão presentes em mais de uma cidade e 53% utilizam espaços em diferentes países.
A utilização de uma rede internacional permite que as empresas adotem modelos semelhantes de ocupação em vários mercados e reduzam o tempo necessário para estruturar novas operações.
Novas operações podem ser implantadas em 95 dias
A velocidade para instalar equipes é outro fator destacado pelo levantamento. Globalmente, o tempo médio entre a primeira consulta e a ocupação do escritório é de 95 dias. Desse período, aproximadamente 59 dias são destinados à negociação contratual e 36 dias à preparação e entrada no espaço. Mesmo em projetos com mais de 500 assentos, o prazo médio total é de 120 dias.
A agilidade permite que grandes empresas respondam mais rapidamente a mudanças no mercado, reorganizem equipes, iniciem operações em novas regiões e ajustem sua ocupação de acordo com o crescimento do negócio.
Tecnologia e finanças lideram adoção
As empresas dos setores de tecnologia e finanças concentram a maior participação entre as companhias da Fortune 500 que utilizam a WeWork. O segmento de tecnologia representa 24% das empresas analisadas, seguido pelo setor financeiro, com 23%. Bens de consumo respondem por 14%, enquanto manufatura representa 13% e saúde, 10%.
A presença desses setores está relacionada à necessidade de acomodar equipes distribuídas, acelerar a entrada em novos mercados e adaptar o tamanho das operações ao longo do tempo.









