O Beto Carrero World decidiu abandonar a tradicional escala 6×1 e apostar em um novo modelo de jornada para atrair trabalhadores e sustentar a próxima fase de expansão do parque. A empresa vem adotando a escala 4×2 desde 2024 e afirma que a mudança já trouxe impactos diretos na operação, no atendimento ao público e na retenção de funcionários.
O movimento acontece em meio a um investimento de R$ 2 bilhões em novas atrações, hotelaria e expansão do complexo, com a meta de praticamente dobrar o número de visitantes e funcionários nos próximos anos.
Parque aumentou folha em até 35%
Segundo o CEO Alex Murad, a adoção da escala 4×2 exigiu ampliar o número de colaboradores por área e elevou a folha de pagamento entre 25% e 35%.
No modelo adotado, os funcionários trabalham quatro dias consecutivos e descansam dois, em ciclos contínuos. A jornada diária segue com oito horas.
De acordo com o executivo, a mudança começou pelas áreas de atendimento e operação de brinquedos antes de ser expandida para setores como alimentos, bebidas e varejo.
Empresa diz que atendimento melhorou
O parque afirma que equipes mais descansadas passaram a oferecer atendimento mais eficiente e acolhedor aos visitantes.
Internamente, a empresa também percebeu redução no turnover e aumento da atratividade das vagas, principalmente entre profissionais mais jovens.
Para Murad, a busca por flexibilidade e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho deve se tornar cada vez mais forte nos próximos anos.
Expansão quer levar parque a 5 milhões de visitantes
O novo ciclo de investimentos inclui atrações ligadas a franquias como Bob Esponja e Galinha Pintadinha, além da entrada oficial do grupo no setor hoteleiro.
Atualmente, apenas cerca de 10% da área total do complexo é utilizada. O plano prevê a construção de três torres de hotel, com 200 apartamentos cada.
A expectativa é que o parque saia dos atuais 2,9 milhões de visitantes por ano para cerca de 5 milhões nos próximos quatro anos.
Beto Carrero quer virar referência para contratação
Além da escala 4×2, a empresa avalia criar jornadas mais flexíveis, incluindo modelos de seis horas para determinados perfis de trabalhadores.
A estratégia mira desde jovens profissionais até pessoas da terceira idade interessadas em jornadas reduzidas.
Segundo o CEO, a intenção é transformar o parque em uma das empresas mais desejadas do setor de entretenimento para trabalhar durante o novo ciclo de expansão.









