O mercado financeiro manteve estáveis as principais projeções para a economia brasileira em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (29). A estimativa para o IPCA permaneceu em 5,33%, interrompendo uma sequência de 15 semanas consecutivas de alta nas expectativas para a inflação.
A previsão para a taxa Selic também foi mantida em 14% ao ano, indicando que os analistas seguem esperando juros elevados até o fim de 2026.
PIB tem leve revisão para cima
A única alteração relevante no relatório foi a projeção para o crescimento da economia brasileira. A expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,98% para 1,99% em 2026, indicando uma perspectiva ligeiramente mais favorável para a atividade econômica.
Para 2027, no entanto, a previsão de crescimento foi revisada de 1,70% para 1,68%, refletindo maior cautela em relação ao ritmo de expansão da economia nos anos seguintes.
Dólar permanece em R$ 5,20
A expectativa para o câmbio ao fim de 2026 permaneceu em R$ 5,20 por dólar, sem alterações em relação à semana anterior. A estabilidade ocorre em meio ao fortalecimento recente da moeda norte-americana no mercado internacional.
Inflação de 2027 continua em alta
Embora as projeções para 2026 tenham permanecido estáveis, o mercado voltou a elevar a expectativa para a inflação de 2027.
A mediana das estimativas para o IPCA passou de 4,15% para 4,17%, registrando a sexta alta consecutiva e permanecendo acima da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.
Expectativas seguem acima da meta
Mesmo sem novas revisões para 2026, a projeção de inflação continua acima da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%, com intervalo de tolerância.
O cenário reforça a percepção de que a autoridade monetária deverá manter uma postura cautelosa nas próximas decisões sobre a política de juros, acompanhando a evolução dos indicadores de inflação e atividade econômica.









