A Brava Energia (BRAV3) informou nesta segunda-feira (8) que os titulares das debêntures da 3ª emissão da 3R Petroleum — companhia sucedida pela petroleira — aprovaram o consentimento prévio para a aquisição do controle da empresa pela estatal colombiana Ecopetrol. A transação está sendo conduzida no âmbito da Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA), lançada ao mercado em 25 de maio de 2026.
As aprovações obtidas nas assembleias de debenturistas realizadas nesta data somam-se ao aval prévio que já havia sido concedido em 28 de maio de 2026. Com essa etapa concluída, a Brava cumpre integralmente a condição precedente estabelecida no item 2.8, alínea (b), do Edital da OPA, removendo um importante obstáculo regulatório e financeiro para a consolidação da mudança de controle.
A anuência dos credores e detentores de títulos de dívida (debenturistas) é um passo crítico em grandes reestruturações societárias e processos de fusões e aquisições (M&A) no setor de petróleo e gás.
Cláusulas padrão de proteção em contratos de debêntures costumam prever o vencimento antecipado das dívidas caso ocorra uma mudança no controle acionário sem a autorização prévia dos investidores.
Ao obter o consentimento favorável, a Brava evita a necessidade de resgate acelerado desses títulos, garantindo a estabilidade de seu balanço financeiro e a continuidade de suas operações de exploração e produção (E&P) enquanto a Ecopetrol assume o comando da petroleira. A transação marca uma nova fase de consolidação para os ativos de refino e extração que haviam sido unificados sob a marca Brava após a incorporação da antiga 3R Petroleum.
A Ecopetrol S.A. é a maior empresa da Colômbia e uma das quatro principais petroleiras da América Latina, atuando de forma integrada em toda a cadeia de valor de petróleo e gás (exploração, produção, refino, transporte e comercialização), além de possuir uma forte presença no setor de transmissão de energia e infraestrutura.
Constituída como uma sociedade de economia mista, a empresa tem o Estado colombiano como seu acionista majoritário (com cerca de 88,5% das ações), enquanto o restante dos papéis é negociado publicamente nas bolsas de valores de Bogotá (BVC) e de Nova York (NYSE).









