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Home Meio Ambiente

Corretivo de solo sustentável entra para o programa RenovaBio e gera Créditos de Descarbonização

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
25/03/2026
em Meio Ambiente
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O Silicato de Cálcio e Magnésio utilizado como corretivo de solo agora conta com um campo de preenchimento incluído na RenovaCalc. Isso abre a oportunidade de os produtores que utilizam o AgroSilício corretivo, produzido pela Harsco Environmental, declararem seu uso no Renovabio, a Política Nacional de Biocombustíveis do Brasil. A RenovaCalc, ferramenta de cálculo de intensidade de carbono de biocombustíveis do RenovaBio, apoia a geração de CBIOs (Créditos de Descarbonização), títulos negociáveis na Bolsa de Valores.

O produtor de etanol de cana que utilizar o AgroSilício, que é comercializado pela Agronelli, irá aplicar um corretivo com pegada de carbono 44% menor que a dos calcários, considerando a produção e transporte do produto até o cliente – essa redução pode ser ainda maior em função da logística, e outra redução bastante expressiva ocorre no campo, pois o AgroSilício não emite CO2 na sua reação com o solo, enquanto o calcário calcítico e o dolomítico emitem 44% e 48% de CO2 respectivamente, considerando o fator de emissão do IPCC.

Com isso, ao se certificar no RenovaBio, o usuário do Agrosilício tem a oportunidade de gerar maior quantidade de CBios, que representam uma fonte de renda adicional ao seu negócio. Nos próximos meses, a expectativa é que a opção de preenchimento Silicato de Ca e Mg também esteja disponível para milho e soja na RenovaCalc.

Cada CBIO equivale a uma tonelada de carbono que deixou de ser emitida. Empresas e investidores podem comprar CBIOs para compensar suas emissões de carbono. “O produtor agora passa a contar com esse novo benefício do AgroSilício”, comenta Wender Alves, presidente da Harsco Environmental para a América Latina. “Em muitas usinas de etanol de cana certificado, as negociações de CBIOs já representam uma receita importante, e o AgroSilício passa a oferecer, além de sua eficiência e da redução de emissões de gases de efeito estufa, a geração de Créditos de Descarbonização”, afirma Alves. “Estamos orgulhosos com a entrada no RenovaBio, que faz parte do papel do AgroSilício de impulsionar o desenvolvimento sustentável no campo. Acreditamos que inovação e sustentabilidade são pilares essenciais para o futuro do agronegócio brasileiro”, comenta o CEO.

A Embrapa Meio Ambiente desenvolveu o estudo de avaliação do desempenho ambiental do silicato de Ca e Mg corretivo de solo, que determinou a pegada de carbono desse insumo e permitiu a sua inclusão na RenovaCalc. A pesquisadora da organização Nilza Ramos afirma que, pelo fato de o AgroSilício corretivo se encaixar nessa categoria de insumo (Silicato de Ca e Mg), naturalmente os produtores que comprovarem seu uso na certificação RenovaBio poderão usufruir da redução de emissões que esta classe de corretivo traz.    

“A aplicação do AgroSilício reduz o tempo de preparo da terra e aumenta significativamente a produtividade. O produto prepara o solo para o cultivo em aproximadamente um terço do tempo que seria necessário com o uso do calcário. Além disso, o insumo contém cerca de 10% de silício em sua composição, o que garante maior resistência das plantas contra pragas e doenças, reduzindo gastos e aumentando a renda de maneira sustentável”, destaca Renato Costa, diretor Comercial e de Operações da Agronelli Soluções.

O AgroSilício é produzido pela Harsco em sua unidade de Timóteo (MG), a partir do beneficiamento de subprodutos da fabricação do aço, em um processo de economia circular que transforma resíduos em matéria-prima eficiente e sustentável para o agronegócio.

Hoje, a produção gira em torno de 350 mil toneladas por ano, e as vendas, realizadas pela Agronelli, são pulverizadas em todo o Brasil.

A Harsco Environmental mantém uma parceria com o Governo de Minas Gerais para a doação anual de 10 mil toneladas de AgroSilício a agricultores familiares do estado. O programa teve início em 2024. A iniciativa visa fortalecer a produção e a competitividade dos pequenos produtores de Minas e já apresenta resultados significativos.

O produto é distribuído aos agricultores pela Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa) de Minas Gerais, com o apoio de prefeituras municipais. O programa conta ainda com o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG), que oferece assistência técnica especializada, desde a análise do solo até a orientação sobre o uso do insumo.

Tags: EmpresasESGMeio AmbienteNegóciosSustentabilidade
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