• Cadastre-se
  • Colunistas
  • Contato
  • Home
  • Política de privacidade
domingo, 19 julho, 2026
Business Moment
  • Assine nossa newsletter
  • Login
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Economia
  • Empresas
  • Carreira
  • Startups
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Agronegócio
  • Economia
  • Empresas
  • Carreira
  • Startups
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Agronegócio
Sem resultados
Ver todos resultados
Business Moment
Sem resultados
Ver todos resultados
Home Agronegócio

Do campo à mesa: produção de pequenos agricultores diminui o desperdício de alimentos

João Pedro Camargo Corenciuc por João Pedro Camargo Corenciuc
20/05/2026
em Agronegócio
A A

LEIA TAMBÉM

Orbia atinge R$ 7 bilhões em transações e prepara expansão no agronegócio

Canopy compra Maxicon e entra no agro com software que movimenta R$ 120 bilhões

O Brasil desperdiça atualmente cerca de 30% de toda a comida que produz, um volume que varia de 46 a 55 milhões de toneladas e gera perdas anuais estimadas em R$ 61,3 bilhões. Esse cenário é diretamente agravado por um histórico déficit logístico e de armazenagem. Como solução imediata para estancar essas perdas e fortalecer a economia regional, especialistas apontam para a adoção das chamadas cadeias curtas de comercialização. O modelo, caracterizado pela venda direta ou com a presença de apenas um intermediário, tem o potencial de transformar a dinâmica do agronegócio familiar no país.

Segundo Maquiel Vidal Nardon, coordenadora do curso de Agronomia da UNIASSELVI, a redução de etapas entre o campo e a cidade é uma necessidade urgente. “Ao encurtar a distância entre a colheita e a mesa, combatemos o desperdício na sua raiz e garantimos que o alimento chegue mais fresco e com preço justo para todos. É uma via de mão dupla onde o produtor ganha sustentabilidade financeira e a sociedade ganha segurança alimentar”, destaca.

O impacto financeiro desse modelo para o pequeno produtor é transformador. Hoje, a agricultura familiar representa 77% das propriedades rurais brasileiras, mas retém apenas 23% do valor bruto da produção no formato longo e tradicional, no qual os atravessadores dominam as margens, deixando apenas de 20% a 30% do valor final nas mãos de quem efetivamente planta.

Nas cadeias curtas, essa lógica se inverte: o produtor chega a reter de 80% a 90% do valor. Políticas públicas também têm impulsionado essa virada, a exemplo da retomada de investimentos no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e a meta de que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) alcance 45% das compras vindas da agricultura familiar até 2026.

No modelo tradicional, o trajeto é o grande vilão: estima-se que 10% dos grãos e de 40% a 50% das frutas e hortaliças se percam pelo caminho antes de chegarem aos supermercados. Com menos tempo de transporte e manuseio, a logística direta feita pelos produtores reduz drasticamente esses números. Além disso, a proximidade com o comprador final muda a percepção sobre a estética da comida.

“No contato direto, o produtor consegue escoar produtos “imperfeitos”, que são perfeitamente nutritivos e saudáveis, mas que muitas vezes seriam descartados pelo varejo tradicional apenas por fugirem do padrão visual. Essa relação de confiança também ajuda o agricultor a planejar melhor o plantio, evitando a superprodução e a consequente perda na lavoura”, explica a coordenadora da UNIASSELVI.

Outra oportunidade rentável para os pequenos produtores é o processamento mínimo, técnicas acessíveis como lavar, descascar, cortar e embalar os itens in natura. Esse nicho de mercado cresce cerca de 20% ao ano no Brasil e não exige investimentos exorbitantes por parte das famílias agricultoras. Além das mais de 922 feiras orgânicas ativas no país e da formação de grupos de consumo consciente, entregar conveniência por meio do processamento mínimo é uma forma eficaz de agregar valor ao produto e atender à demanda urbana por praticidade.

O sucesso desse modelo, no entanto, depende ativamente do consumidor. De acordo com último levantamento da consultoria McKinsey, 69% dos brasileiros priorizam equilíbrio entre preço e qualidade na hora da compra e 36% têm interesse genuíno em apoiar marcas locais. Para a coordenadora da UNIASSELVI, a mudança de hábito é o último elo dessa corrente. “O consumidor deve priorizar as feiras locais, compreender a sazonalidade dos alimentos, que são mais baratos e saborosos no seu tempo natural de colheita, e exigir transparência. Ao fazer essas escolhas, ele não está apenas comprando comida, mas investindo e desenvolvendo a economia da sua própria região”, conclui Nardon.

Tags: AgronegócioCampoDesperdício
Anterior

China anunciou que comprará 200 jatos da Boeing

Próximo

Aneel aprova R$ 5,5 bilhões para aliviar conta de luz em 22 distribuidoras

João Pedro Camargo Corenciuc

João Pedro Camargo Corenciuc

João Pedro Camargo é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

Leia também

Orbia atinge R$ 7 bilhões em transações e prepara expansão no agronegócio
Agronegócio

Orbia atinge R$ 7 bilhões em transações e prepara expansão no agronegócio

por Murilo Rodrigues

A Orbia superou R$ 7 bilhões em transações acumuladas em sete anos de operação e prepara uma nova etapa de...

Leia maisDetails
Canopy compra Maxicon e entra no agro com software que movimenta R$ 120 bilhões

Canopy compra Maxicon e entra no agro com software que movimenta R$ 120 bilhões

Galiotto completa 60 anos, amplia portfólio e busca novos mercados no Brasil

Galiotto completa 60 anos, amplia portfólio e busca novos mercados no Brasil

Geadas desafiam produtores de morango em meio ao avanço da cultura no Brasil

Geadas desafiam produtores de morango em meio ao avanço da cultura no Brasil

Robótica avança no campo e integração de sistemas impulsiona agro de baixo carbono

Robótica avança no campo e integração de sistemas impulsiona agro de baixo carbono

Certificação Halal sustenta liderança do Brasil em mercado global e deve alcançar US$ 2,06 trilhões apenas no setor de alimentos

Certificação Halal sustenta liderança do Brasil em mercado global e deve alcançar US$ 2,06 trilhões apenas no setor de alimentos

Próximo
Conta de energia subirá 3,5% em 2025

Aneel aprova R$ 5,5 bilhões para aliviar conta de luz em 22 distribuidoras

Samsung deixará de vender eletrodomésticos e televisores na China em 2026, diz Nikkei

Trabalhadores da Samsung iniciam paralisação na Coreia do Sul nesta quinta

Sec4U mira expansão com foco em segurança de identidade e acessos nas empresas

Sec4U mira expansão com foco em segurança de identidade e acessos nas empresas

Business Moment

© 2025 Business Moment.

  • Colunistas
  • Contato
  • Mapa do Site
  • Política de Privacidade
  • Colunistas
  • Contato
  • Mapa do Site
  • Política de Privacidade
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Principal
  • Agronegócio
  • Carreira
  • Liderança Inspiradora
  • Economia
  • Empresas
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Startups
  • Fale Conosco

© 2023 Business Moment.

Bem-vindo!

Acesse sua conta

Esqueceu a senha?

Recuperar senha

Digite seu nome de usuário ou endereço de e-mail para redefinir sua senha.

Entrar
Sem resultados
Ver todos resultados
  • Principal
  • Agronegócio
  • Carreira
  • Liderança Inspiradora
  • Economia
  • Empresas
  • Governança
  • Meio Ambiente
  • Mercado
  • Startups
  • Fale Conosco

© 2023 Business Moment.

Esse website utiliza cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nosso Política de Privacidade.