Alta do plástico impulsiona busca por alternativas
A substituição do plástico na logística ganhou força diante da alta recente da matéria-prima. Empresas passaram a rever o uso do filme stretch, material descartável utilizado para estabilizar cargas durante o transporte.
Nesse contexto, a Agilfix aposta em uma solução baseada em cintas reutilizáveis para amarração de cargas. O modelo substitui o plástico de uso único por um sistema que pode ser utilizado repetidas vezes ao longo da operação logística.
O movimento ocorre em meio à elevação dos custos do plástico, que subiu cerca de 60% segundo estimativas do setor. Com isso, empresas passaram a buscar alternativas que reduzam despesas e dependência de insumos voláteis.
Além disso, a proposta atende não apenas à lógica financeira, mas também à pressão por práticas mais sustentáveis. A redução de resíduos se tornou um fator relevante na tomada de decisão das companhias.
Modelo reutilizável combina economia e sustentabilidade
A Agilfix desenvolveu um sistema próprio após identificar limitações em soluções importadas. O produto utiliza cintas com presilhas, semelhantes a cintos de segurança, que garantem resistência e durabilidade.
Diferentemente do plástico descartável, que é utilizado uma única vez, a cinta pode ser reutilizada por anos. Dessa forma, o modelo transforma um custo recorrente em um ativo operacional.
O crescimento da empresa acompanha esse movimento. Em 2025, o faturamento foi de R$ 3,8 milhões. Para 2026, a projeção chega a até R$ 6 milhões, impulsionada pela alta do plástico e pelo aumento da demanda por soluções alternativas.
Nas últimas semanas, a empresa registrou crescimento de cerca de 35%, refletindo maior interesse do mercado.
Ao mesmo tempo, o principal desafio ainda está na adoção inicial pelos clientes. Segundo a empresa, convencer companhias a testar novas soluções segue como etapa decisiva para escalar o negócio.
Por fim, o avanço desse modelo indica uma mudança na lógica da logística. Assim, a substituição do plástico na logística tende a ganhar espaço à medida que custos e exigências ambientais aumentam.









