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Home Startups

Fundador de startup vendida à XP aposta em IA para simplificar construção de casas

Murilo Rodrigues por Murilo Rodrigues
29/05/2026
em Startups
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O empreendedor Vinicius Bozzi Nonato, fundador da edtech IGTI, vendida à XP no fim de 2021, está de volta ao mercado com uma nova aposta. Desta vez, o foco está na construção civil. A nova empresa é a GetHome, plataforma que usa tecnologia e inteligência artificial para simplificar a construção de casas.

A proposta é permitir que o cliente escolha o terreno, personalize o projeto, defina acabamentos, acompanhe a obra online e tenha mais previsibilidade sobre custo e prazo. A empresa trabalha com preço fechado e entrega estimada em 12 meses, prazo que, segundo a startup, representa metade do tempo praticado no modelo tradicional.

A GetHome começou a ser estruturada em 2024 e agora intensifica sua entrada no mercado. Ao lado de Vinicius, estão os sócios Tulio Vieira e Vicente Nonato.

Construção civil ainda tem baixa adoção de tecnologia

A escolha pelo setor não foi casual. Depois de deixar a XP Educação, Vinicius queria voltar a empreender em um mercado grande, com dor evidente e pouca digitalização. A construção de casas se encaixou nessa tese.

Construir do zero costuma envolver uma sequência de decisões complexas: escolha do terreno, projeto arquitetônico, contratação de mão de obra, compra de materiais, negociação com fornecedores, controle de cronograma e gestão de imprevistos. Para muitos clientes, o custo final só fica claro quando a obra já está em andamento.

A GetHome tenta atacar justamente essa falta de previsibilidade. A plataforma organiza o processo em uma jornada digital, com orçamento fechado antes do início da construção e acompanhamento online.

“A proposta é construir casas com uma experiência disruptiva para o cliente, que antes tinha que fazer tudo por conta própria ou contratar uma construtora”, afirma Vinicius.

Modelo começa por condomínios no interior de São Paulo

Neste primeiro momento, a GetHome atua com foco no interior de São Paulo e mapeia terrenos dentro de condomínios residenciais. A expansão planejada mira Sul, Sudeste e Brasília.

A startup opera no modelo de empreitada. Isso significa que a GetHome assume a responsabilidade pela construção, com garantia de cinco anos, enquanto construtoras locais credenciadas executam a obra.

A meta é encerrar o ano com 30 casas em construção. Para isso, a empresa está ampliando a rede de construtoras parceiras e estruturando uma base de terrenos e fornecedores.

Segundo Vinicius, o modelo permite entregar casas cerca de 10% mais baratas do que no processo tradicional. O cliente paga conforme o avanço da obra e deixa de pagar quando a construção termina.

IA ajuda a prever materiais, custos e cronograma

A inteligência artificial entra principalmente na formação do orçamento e no planejamento da obra. A tecnologia ajuda a mapear insumos, antecipar variações de preço, organizar compras e reduzir perdas.

Esse ponto é relevante em um setor conhecido por atrasos, desperdícios e estouros de orçamento. Materiais de construção podem variar de preço ao longo da obra, e essa oscilação costuma afetar diretamente o bolso do cliente.

A pressão sobre custos ficou ainda mais sensível com conflitos no Oriente Médio, que impactam materiais derivados do petróleo, como tubos de PVC. Para a GetHome, a previsibilidade se torna um argumento comercial em um ambiente de preços voláteis.

Ao centralizar compras junto a grandes varejistas e operar em escala, a startup afirma conseguir descontos que uma obra individual dificilmente teria.

Acabamentos concentram parte relevante do custo

A escolha de acabamentos também entra no centro da plataforma. Segundo a GetHome, cerca de 37% do valor de uma casa nova está nessa etapa, que inclui revestimentos, marcenaria, louças e metais.

Na prática, é uma das fases em que o cliente mais influencia o custo final da obra. Ao colocar essas escolhas dentro da plataforma, a GetHome permite que o comprador ajuste o orçamento antes de assumir compromisso financeiro.

Quem já tem um projeto arquitetônico também pode usar a ferramenta para orçar materiais, mão de obra ou encontrar construtoras credenciadas. Nesse caso, a plataforma funciona como um marketplace de terrenos, serviços e materiais de construção.

Tags: Construção CivilGethomeInteligência Artificialmercado imobiliárioProptechStartupsXp
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Murilo Rodrigues

Murilo Rodrigues

Murilo Rodrigues é jornalista formado pela PUCRS, com atuação nas áreas de conteúdo digital, SEO e tendências. Tem experiência na construção de narrativas digitais estratégicas, unindo apuração, linguagem contemporânea e análise de tendências. Pautas em [email protected]

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