Antes de vender a Poppi para a PepsiCo por US$ 1,95 bilhão, Allison Ellsworth estava longe de qualquer cenário confortável. Grávida do primeiro filho, recém-comprometida com a compra de uma casa e sem capital sobrando, ela decidiu apostar as próprias finanças na criação de uma marca de refrigerantes prebióticos.
Allison e o marido, Stephen Ellsworth, colocaram cerca de US$ 90 mil do próprio bolso no negócio. Para financiar a primeira produção, o casal usou cartões de crédito e vendeu um carro da família para comprar garrafas e montar a estrutura inicial da empresa.
“Estávamos em uma feira de produtores. Tínhamos acabado de comprar uma casa, eu estava grávida de três meses do meu primeiro filho e disse: ‘Precisamos investir tudo nisso'”, revelou Ellsworth em entrevista ao The Wall Street Journal.
Poppi começou como uma alternativa aos refrigerantes tradicionais
A empresa nasceu com o nome Mother Beverage e mirava um mercado em expansão nos Estados Unidos: o de bebidas funcionais, com apelo de saúde intestinal e ingredientes ligados ao bem-estar.
A ideia era criar um refrigerante mais alinhado ao consumidor que buscava conveniência, sabor e uma composição diferente das opções tradicionais. Em 18 meses, o negócio chegou a US$ 500 mil em receita.
Shark Tank colocou a marca em outra fase
A virada veio em 2018, quando Allison e Stephen participaram do Shark Tank nos Estados Unidos. No programa, fecharam um acordo de US$ 400 mil com o investidor Rohan Oza por 25% da empresa.
Depois da exposição, a marca passou por reposicionamento e adotou o nome Poppi, mudança que ajudou a ampliar o alcance comercial e aproximar o produto de um público mais jovem.
PepsiCo pagou US$ 1,95 bilhão pela Poppi
Anos depois, a aposta arriscada virou uma venda bilionária. A PepsiCo comprou a Poppi por US$ 1,95 bilhão, em um movimento ligado ao avanço das bebidas com proposta funcional.
A compra mostra o interesse de grandes companhias por marcas associadas a saúde, menor teor de açúcar e novos hábitos de consumo. Para a PepsiCo, a Poppi abre espaço em uma categoria que vem ganhando força nos Estados Unidos: os refrigerantes prebióticos.









