A General Motors (GM) registrou lucro líquido de US$ 2,62 bilhões no primeiro trimestre de 2026, queda de 5,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar do recuo, a montadora americana superou as projeções do mercado e elevou sua previsão de lucro para o ano completo, impulsionada por uma decisão favorável da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre tarifas comerciais.
Em termos ajustados, o lucro por ação da GM chegou a US$ 3,70 entre janeiro e março, bem acima do consenso de US$ 2,60 previsto por analistas consultados pela FactSet. A receita também surpreendeu positivamente: cresceu 2,3% na comparação anual, a US$ 43,62 bilhões, superando a estimativa de US$ 43,5 bilhões. O resultado foi bem recebido pelo mercado. Por volta das 7h45 (horário de Brasília), as ações da GM subiam 3,9% no pré-mercado da Bolsa de Nova York.
Um dos destaques do balanço foi a revisão para cima do guidance de lucro ajustado para o ano fiscal completo. A empresa agora projeta ganho entre US$ 11,50 e US$ 13,50 por ação, ante a estimativa anterior de US$ 11 a US$ 13 por ação.
A melhora foi atribuída à rejeição, pela Suprema Corte americana, das tarifas emergenciais impostas pelo presidente Donald Trump, o que reduziu os custos operacionais da montadora.
Em sentido oposto, a GM cortou sua projeção de lucro não ajustado para o ano, que passou para a faixa de US$ 10,62 a US$ 12,62 por ação, abaixo da estimativa anterior de US$ 11 a US$ 13 por ação.
O balanço do primeiro trimestre é divulgado em meio a um ambiente macroeconômico ainda incerto para o setor automotivo, marcado por disputas comerciais e oscilações nas cadeias de suprimentos globais. A decisão da Suprema Corte, no entanto, trouxe um alívio temporário para a indústria, cujos custos de produção são diretamente afetados por políticas tarifárias









