A Gerdau venceu, pelo segundo ano consecutivo, o prêmio Melhores do ESG 2026, da Exame, na categoria Mineração, Siderurgia e Metalurgia. A cerimônia ocorreu na noite de terça-feira (26), em São Paulo, com a presença de executivos da companhia, entre eles o CFO Rafael Japur.
O reconhecimento vem em um momento em que a indústria do aço tenta responder a uma pressão crescente por redução de emissões, reciclagem e produtos com menor pegada de carbono. No caso da Gerdau, a empresa tem buscado associar sua estratégia ESG a duas frentes principais: uso de sucata como matéria-prima e desenvolvimento de soluções de aço de baixa emissão.
Reciclagem e aço de baixa emissão entram no centro da estratégia
A companhia afirma reciclar cerca de 10 milhões de toneladas de sucata por ano, volume que ajuda a sustentar uma das menores médias globais de emissão do setor. Segundo a empresa, sua intensidade de emissões é de 0,85 tonelada de CO₂e por tonelada de aço.
Outro movimento recente foi o lançamento da Gerdau NewEco, linha de aço com baixa emissão de carbono criada para atender clientes que também precisam avançar em metas de descarbonização. A proposta é mirar setores consumidores de aço, como construção civil e indústria automotiva, em um cenário em que empresas passam a olhar com mais atenção para a pegada ambiental de suas cadeias de fornecimento.
Programas sociais também pesaram no reconhecimento
Além da pauta ambiental, a Gerdau também tem destacado iniciativas sociais. Uma delas é o Reforma que Transforma, definido pela companhia como o maior programa social de sua história. Em 2025, a iniciativa impactou mais de 3 mil pessoas com reformas de moradias no Brasil.
A empresa também cita o Gerdau Transforma, programa de capacitação e mentoria para empreendedorismo criado em 2019. Segundo a companhia, a iniciativa já impactou mais de 40 mil pessoas e beneficiou 8.527 alunos empreendedores em cidades do Brasil e de países como Argentina, México e Peru.
Setor do aço enfrenta cobrança por descarbonização
A vitória no prêmio ocorre em um segmento especialmente observado por investidores, clientes industriais e reguladores. A siderurgia é uma atividade intensiva em energia e historicamente associada a emissões relevantes de gases de efeito estufa.
Por isso, empresas do setor têm buscado ampliar rotas produtivas menos intensivas em carbono, aumentar o uso de reciclagem e oferecer produtos com dados mais claros de impacto ambiental. Para a Gerdau, a combinação de sucata, escala industrial e novas linhas de produtos aparece como uma tentativa de transformar ESG em vantagem competitiva.
Gerdau tem 125 anos e presença nas Américas
Com 125 anos de história, a Gerdau é a maior produtora brasileira de aço. A companhia atua com aços longos, aços especiais, aços planos e minério de ferro, além de operar em vários países das Américas.
A empresa tem 30 mil colaboradores e 29 unidades produtoras de aço, sendo 13 plantas na América do Norte. Suas ações são negociadas na B3, em São Paulo, e na Bolsa de Nova York.









