A Leve Saúde escolheu Curitiba para iniciar sua expansão para fora do Rio de Janeiro. A operadora de saúde inaugurou uma unidade na capital paranaense em 23 de junho, com investimento de R$ 5 milhões, e prevê alcançar R$ 1,3 bilhão em receita em 2026.
Essa chegada ao Paraná marca uma nova etapa para a companhia, fundada em 2020, durante a pandemia de covid-19. Atualmente, a Leve Saúde atende mais de 120 mil beneficiários e opera 15 clínicas próprias no Rio de Janeiro.
A nova unidade tem 600 m² e oferecerá atendimento em clínica geral, cardiologia, ortopedia, gastroenterologia, ginecologia e dermatologia, além de laboratório e fisioterapia.
Expansão começa pelo Paraná
A entrada em Curitiba ocorre em um momento de disputa crescente na saúde suplementar. Operadoras ampliam redes próprias, investem em atendimento coordenado e buscam modelos capazes de reduzir custos sem comprometer a experiência do paciente.
No caso da Leve Saúde, a estratégia é replicar o modelo assistencial já usado no Rio de Janeiro, com adaptações ao perfil da população paranaense.
Segundo a empresa, foram analisados hábitos de uso dos serviços de saúde e características demográficas da região para desenvolver produtos e jornadas de cuidado voltados ao mercado local.
A operadora também negocia com uma rede de clínicas para ampliar sua presença no Paraná.
Fundador retorna ao estado natal
Fundador e CEO da Leve Saúde, Ulisses Silva nasceu no Paraná. Para ele, a expansão tem peso pessoal e estratégico.
“É o estado onde nasci e onde aprendi muitos dos valores que moldaram minha trajetória empreendedora. Ver a empresa chegar ao Paraná neste momento simboliza a consolidação de um projeto que nasceu com o propósito de tornar a saúde suplementar mais acessível, eficiente e centrada nas pessoas”, afirma.
A companhia pretende usar a nova operação como base para ampliar sua presença na Região Sul.
Atenção primária é um dos pilares
Um dos principais pilares da Leve Saúde é a atenção primária.
A operadora investe em programas de prevenção e acompanhamento contínuo para identificar riscos precocemente e coordenar o cuidado dos pacientes. A estrutura inclui equipes multidisciplinares dedicadas a diferentes perfis de beneficiários, como gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas.
A lógica é organizar a jornada do paciente antes que quadros clínicos avancem para atendimentos mais complexos e caros.
Esse modelo vem ganhando espaço na saúde suplementar, especialmente entre empresas que buscam equilibrar acesso, qualidade assistencial e controle de custos.
Tecnologia entra na jornada do paciente
A Leve Saúde também aposta em tecnologia para coordenar atendimento e relacionamento com os clientes.
A operadora usa prontuário eletrônico integrado, reconhecimento facial para acesso às unidades, telemedicina e ferramentas de inteligência artificial aplicadas à jornada do cliente e à gestão assistencial.
O aplicativo próprio permite agendamento de consultas, acesso a exames, receitas médicas e acompanhamento de cuidados de saúde.
A proposta é combinar atendimento presencial em rede própria com recursos digitais para simplificar a experiência do beneficiário.
Planos miram famílias, MEIs e empresas
A chegada ao Paraná também marca o lançamento de uma linha de planos voltada a diferentes perfis de clientes da região.
Os produtos serão oferecidos para pessoas físicas, famílias, microempreendedores individuais e empresas de vários portes.
A estratégia combina mensalidades competitivas, atendimento em rede própria e coordenação do cuidado.
“Estamos chegando a Curitiba não apenas para inaugurar uma unidade, mas para oferecer aos paranaenses uma alternativa moderna de plano de saúde. Construímos uma proposta que combina acesso, qualidade assistencial e proximidade com o cliente”, afirma Edson Almeida, CSO da Leve Saúde.
