A francesa Loxam, considerada a maior empresa de aluguel de equipamentos da Europa, fechou acordo para comprar o controle da Mills, companhia brasileira de locação de máquinas e equipamentos. A transação envolve a participação total dos acionistas controladores, equivalente a 50,3% das ações da empresa.
O valor acertado foi de R$ 16 por ação, o que representa um prêmio de 22% sobre o fechamento dos papéis da Mills na última sexta-feira. O pagamento será feito à vista quando a operação for concluída.
Negócio ainda depende de aval do Cade
A compra precisa passar pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade, antes de ser finalizada. Só depois dessa aprovação a Loxam poderá assumir formalmente o controle da Mills.
Pelo acordo, o valor por ação será corrigido por uma taxa equivalente a 70% do CDI entre o 31º dia após o anúncio e a conclusão da operação. Essa correção será aplicada até o pagamento final.
Com a tomada de controle, a empresa francesa também terá de fazer uma oferta pública para comprar as ações dos demais acionistas da Mills. A oferta deverá seguir o mesmo valor pago aos atuais controladores.
Loxam já atua no Brasil desde 2015
Fundada em 1967, a Loxam tem presença em mais de 28 países e opera cerca de 1.130 filiais. Em 2025, registrou receita líquida de 2,5 bilhões de euros, segundo informações divulgadas pela Mills.
No Brasil, a companhia atua desde 2015 por meio da Loxam do Brasil e da A Geradora. A compra da Mills amplia de forma relevante sua presença no país e coloca o grupo em uma posição mais forte no mercado nacional de locação de equipamentos.
Mills ganha novo controlador em setor de alta demanda
A Mills atua no aluguel de máquinas e equipamentos para diferentes segmentos da economia. O setor é ligado a construção, infraestrutura, indústria e serviços, áreas que dependem de frota disponível, capilaridade e capacidade de atendimento regional.
Para a Loxam, a aquisição representa um salto de escala em um mercado onde já mantinha operação. Para a Mills, a entrada de um controlador internacional pode abrir espaço para integração de práticas, aumento de portfólio e expansão operacional.
O fechamento do negócio, porém, ainda depende da análise concorrencial. Até lá, a transação fica condicionada ao aval do Cade e aos trâmites necessários para a posterior oferta aos demais acionistas.









