A São Martinho (SMTO3) encerrou o quarto trimestre da safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 172,9 milhões, crescimento de 64,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado foi acompanhado por avanços expressivos em rentabilidade e geração de caixa, consolidando um trimestre robusto para uma das maiores produtoras de açúcar e etanol do Brasil.
O Ebitda ajustado superou a marca de R$ 1 bilhão, totalizando R$ 1,094 bilhão no 4T26 — alta de 41,9% frente ao 4T25. A margem Ebitda ajustada atingiu 48,8%, expansão de 4,4 pontos percentuais em relação ao mesmo intervalo do ano anterior, sinalizando ganhos de eficiência operacional ao longo do período. A receita líquida somou R$ 2,244 bilhões no trimestre, crescimento de 29,1% na comparação anual.
A geração de caixa foi o destaque do período. O lucro caixa atingiu R$ 338,5 milhões no 4T26, avanço de 141% em relação ao mesmo trimestre de 2025 — resultado que reflete tanto a melhora operacional quanto o ambiente favorável de preços para açúcar e etanol. O indicador de alavancagem financeira, medido pela relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, ficou em 1,41 vez em março de 2026, leve queda de 0,02 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.
Para a safra 2026/27, a São Martinho projeta produção total de 3,37 milhões de toneladas de ATR (Açúcar Total Recuperável), com moagem estimada em 23,7 milhões de toneladas de cana e ATR médio de 142,5 quilos por tonelada.
A expectativa de maior disponibilidade de matéria-prima reflete a normalização das chuvas na entressafra, que favoreceu a recuperação dos canaviais, e a expansão da área de colheita após a aquisição parcial dos ativos biológicos da Usina Santa Elisa.
A empresa também destacou ganhos de produtividade decorrentes de investimentos em manejo agrícola, tratos culturais e adoção de variedades genéticas mais eficientes. O conjunto dessas iniciativas deve sustentar a trajetória de crescimento da companhia na próxima safra, em um setor que combina perspectivas favoráveis de demanda por etanol — impulsionada pela alta do petróleo — com a recuperação dos canaviais após um período de chuvas irregulares.








