Nova Délhi oferece US$ 1.000 para incentivar troca de carros antigos por elétricos

O governo de Nova Déli finalizou nesta segunda-feira (29) uma ambiciosa e agressiva política pública voltada à mobilidade elétrica, instituindo subsídios financeiros diretos para proprietários dispostos a substituir seus veículos antigos por modelos movidos a bateria. A capital da Índia figura de forma recorrente entre as metrópoles mais poluídas do planeta, enfrentando crises severas de saúde pública especialmente durante os meses de inverno. Nesse período, a combinação de ar denso e estagnado retém na atmosfera as emissões geradas pela queima de lavouras em estados vizinhos, a poeira de canteiros de obras e o volume massivo de gases de escape da frota automotiva convencional.

Para reverter esse quadro de estresse ambiental, o plano governamental prevê um investimento robusto de 150 bilhões de rúpias (aproximadamente US$ 1,59 bilhão) diluído ao longo dos próximos quatro anos. O montante será utilizado para custear incentivos de compra de patinetes, motocicletas, carros e caminhões leves com emissão zero, além de estruturar a expansão da rede de recarga pública na cidade. O pacote de medidas entrará oficialmente em vigor a partir de 1º de julho e deve injetar forte tração nos negócios de montadoras locais focadas em eletrificação, como as gigantes Tata Motors (TAMO.NS) e Mahindra & Mahindra (MAHM.NS), além das marcas de duas rodas TVS Motor (TVSM.NS), Bajaj Auto (BAJA.NS) e a startup Ather Energy.

A nova legislação desenhou uma régua de benefícios e restrições severas para forçar a transição energética do ecossistema de transportes local. As regras centrais estabelecidas pelo comitê de trânsito de Déli incluem:

Ciente de que a autonomia dos veículos e a “ansiedade de recarga” são os principais entraves para a conversão de novos usuários, o planejamento urbano do governo de Déli contratou metas para o adensamento de infraestrutura de apoio. O projeto de lei viabilizará subsídios e facilidades regulatórias para apoiar a instalação de 32.000 novos pontos de recarga para veículos elétricos espalhados por todo o tecido urbano da capital nos próximos anos.

Em termos de escopo tecnológico, o programa adota uma postura de transição radical e purista: os veículos híbridos foram completamente excluídos dos benefícios, isenções ou incentivos do pacote. O entendimento da administração pública é de que o orçamento bilionário deve focar exclusivamente na frota com emissão zero na ponta de escape, eliminando o consumo de combustíveis fósseis dentro dos limites municipais no longo prazo.

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