A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) divulgou, nesta quarta-feira (11), seu relatório mensal com previsões que apontam para um desaquecimento na demanda pelo petróleo bruto do grupo ampliado, a OPEP+.
Segundo o documento, a procura global deve sofrer uma retração de 400 mil barris por dia (bpd) no segundo trimestre de 2026, caindo de uma média de 42,60 milhões no primeiro trimestre para 42,20 milhões de bpd no período seguinte. Apesar da queda projetada, os números permanecem em linha com as estimativas apresentadas pela organização no mês anterior.
O cenário de retração ocorre em um momento estratégico para a aliança, que inclui a Rússia e outros aliados. Após um ciclo de aumento na produção iniciado no ano passado, o grupo optou por suspender novos acréscimos neste primeiro trimestre de 2026, reagindo a temores de um excesso de oferta no mercado global.
A decisão sobre a retomada ou não do aumento da produção a partir de abril está agendada para o dia 1º de março, quando os oito membros principais da OPEP+ se reunirão para avaliar as condições de mercado.
No que diz respeito ao crescimento anual da demanda, a OPEP manteve o otimismo, sustentando a previsão de alta de 1,38 milhão de bpd para 2026 e 1,34 milhão de bpd para 2027.
Essas projeções colocam a organização em uma posição mais otimista do que outras instituições do setor, como a Agência Internacional de Energia (AIE), que trabalha com números mais conservadores. O relatório destaca que a confiança na resiliência do consumo global de energia permanece como um pilar central das análises do grupo.
Quanto à produção real, os dados de janeiro de 2026 já mostram um recuo operacional. A OPEP+ bombeou uma média de 42,45 milhões de bpd no primeiro mês do ano, o que representa uma redução de 439 mil bpd em relação a dezembro de 2025.
Esse declínio foi impulsionado principalmente por cortes na produção do Cazaquistão, Rússia, Venezuela e Irã, evidenciando um esforço de ajuste na oferta antes mesmo das reuniões decisivas de março.









